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Tancredo Neves (1910-1985)

Tancredo Neves (de pé) e o político paulista Franco Montoro: articulações e campanhas.
Morreu em 21 de abril de 1985, antes de assumir a Presidência da República. As expectativas de uma nova era política com o fim da ditadura – a Nova República – transformaram Tancredo de Almeida Neves no representante das novas aspirações, mesmo não tendo sido eleito pelo voto direto.

Ativo desde o governo Vargas

O mineiro de São João del-Rey, Minas Gerais, ocupou cargos importantes na vida pública desde a eleição de Getúlio Vargas em 1950. Assumiu seu primeiro cargo público em 1947, quando foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD). Em 1950, tornou-se deputado federal. Foi ministro da Justiça em 1953. Durante o regime parlamentarista de Jango ocupou o cargo de primeiro-ministro (1961 a 1962). Em 1978, foi eleito senador por Minas Gerais; em 1982, elegeu-se governador daquele Estado.

Encontro de notáveis na Campanha das Diretas-Já, em São Paulo, em abril de 1984; a partir da esquerda: Leonel Brizola, Ulysses Guimarães e sua esposa, dona Mora, Tancredo Neves, Franco Montoro e Fernando Henrique Cardoso.
Campanha pelas Diretas

A partir de 1983, Tancredo já manifestava seu apoio a uma campanha nacional pedindo eleições diretas. No ano seguinte, a população saiu às ruas pela redemocratização. Tancredo tornou-se figura de destaque em comícios por todo o Brasil, ao lado de Ulysses Guimarães. Em 15 de janeiro de 1985, foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral.

Tancredo tornou-se figura de destaque em comícios por todo o Brasil, ao lado de Ulysses Guimarães. Em 15 de janeiro de 1985, foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral.



Doente, foi internado no Hospital de Base de Brasília na véspera de tomar posse, em 15 de março. Após sete cirurgias, morreu em São Paulo.


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