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Fernando Collor de Mello (1949)

Fernando Collor e Itamar Franco na posse do novo governo em março de 1990: presidente e vice olhando para direções opostas desde o início.
Eleito presidente aos 40 anos em 1989, na primeira eleição presidencial direta após 29 anos. A imagem de Fernando Collor de Mello, associada à juventude, ao combate à corrupção e à abertura da economia, garantiu a sua vitória. Apesar de ter procurado desassociar seu passado das alianças políticas, sua história familiar não permitia isso: seu avô, Lindolfo Collor, foi ministro do Trabalho de Getúlio Vargas, e seu pai, Arnon de Mello, governador de Alagoas. O jovem Fernando começou sua carreira como prefeito de Maceió, em nomeação articulada pelo pai.

Fernando Collor foi personagem conhecido da vida boêmia do Rio de Janeiro e de Brasília. Formado em Economia e Jornalismo, era famoso também pelas brigas em que se envolvia.



A trajetória em Alagoas

Foi o deputado federal mais votado de Alagoas, em 1982, pelo Partido Democrático Social (PDS). Quatro anos depois, foi eleito governador de Alagoas pelo PMDB. Ganhou destaque quando assumiu um discurso anticorrupção e antiprivilégios. Designou-se o 'Caçador de Marajás' ao recusar-se a pagar salários milionários a funcionários do Estado. Com esse discurso moralizador, Collor lançou-se candidato à Presidência em 1989 pelo Partido de Renovação Nacional (PRN).

O Plano Collor

Ao assumir, em 15 de março de 1990, Collor anunciou o seu 'Plano Brasil Novo'. Pretendia pôr fim à ciranda financeira e promover um reajuste da economia.

Uma das medidas mais impopulares foi o bloqueio, por 18 meses, de todas as contas, poupanças e investimentos superiores a 50 mil cruzeiros.


O choque econômico

Collor iniciou a abertura da economia. Após muitos anos de fechamento alfandegário, chegaram ao país carros importados, eletrodomésticos, tecidos, brinquedos e gêneros alimentícios variados.

PC Farias: um dos pivôs da queda de Fernando Collor.
As denúncias de corrupção


A partir de 1991, surgiram denúncias sobre a influência de seu tesoureiro de campanha, Paulo César Farias, o PC, nos negócios do governo. As suspeitas sobre o 'esquema PC' foram reforçadas pelo irmão de Fernando Collor, Pedro, que afirmou existir um esquema paralelo de poder. Em maio de 1992, o Congresso instalou a Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI do PC, que desvendou uma movimentação milionária de dinheiro envolvendo contas fantasmas e empresas às quais Paulo César Farias estava ligado.

Collor discursa em 30 de dezembro de 1992, um dia após sua renúncia à Presidência.


Estudantes pintam-se para a 'guerra' do impeachment: o verde e o amarelo são as cores da 'ética na política'.
O povo sai às ruas

Nos meses seguintes começaram as manifestações populares pelo impeachment do presidente. Os jovens, chamados de 'caras-pintadas', protestavam em todas as partes. Em 29 de setembro, a Câmara aprovou, por 441 votos a favor, 38 contra, uma abstenção e 23 ausências, o afastamento de Fernando Collor, que se instalou na Casa da Dinda

Certo de sua derrota no Senado, Collor renunciou a seu mandato em 29 de dezembro de 1992.




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