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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Fernando Henrique Cardoso (1931)

Fernando Henrique Cardoso com a faixa presidencial no dia de sua posse.
Em 1994, o Brasil elegeu como presidente um fluminense que fez do estudo do país sua profissão: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, reconhecido internacionalmente por seus livros. Aos 8 anos, mudou-se para São Paulo. Formou-se em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP).

Seu livro, Capitalismo e Escravidão no Brasil Meridional, publicado em 1962, tornou-se obra de referência em Sociologia. E a obra Dependência e Desenvolvimento na América Latina, de 1970, escrita em parceria com o intelectual chileno Enzo Faleto, tornou-se um clássico, servindo de para uma nova forma de entender a região e suas relações com os países desenvolvidos, a chamada Teoria da Dependência.



A luta contra a ditadura

Filho de militar, Fernando Henrique passou boa parte da vida lutando contra a ditadura de 1964. Após o golpe, saiu do Brasil para o Chile, com vários outros intelectuais. De lá, seguiu para Paris. Lecionou em várias universidades no exterior. Em 1968, retornou ao Brasil, mas após seis meses de trabalho na Universidade de São Paulo foi afastado pelo AI-5. Em 1978 disputou sua primeira eleição para o Senado, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e tornou-se suplente do senador Franco Montoro. Em 1983, assumiu a vaga no Senado quando Montoro foi eleito governador de São Paulo.

Em 1985, Fernando Henrique perdeu para Jânio Quadros as eleições à Prefeitura de São Paulo. Foi eleito senador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em 1986. No ano seguinte, fundou o Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB).



Os primeiros passos do Plano Real

Fernando Henrique integrou o Gabinete de Itamar Franco, que assumiu a Presidência após o impeachment de Fernando Collor de Mello, inicialmente na pasta das Relações Exteriores e, depois, na da Fazenda. Nesse cargo, estruturou e iniciou a implantação do Plano Real. Eleito presidente, em 1994 e reeleito em 1998, conseguiu controlar a inflação, mantendo a etabildiade da economia por meio de juros altos e aprofundamento da internacionalização do mercado interno.

Enquanto isso...

 Desde o período da colonização, a organização político-administrativa no Brasil tendeu à centralização. Já os Estados Unidos, ao se tornarem independentes da Inglaterra, em 1776, garantiram a autonomia de cada um dos 13 Estados que formavam a Federação na época. Elaborada em 1787 e ratificada no ano seguinte, a Constituição norte-americana formalizou um governo central que respeita as decisões das unidades federativas e adotou um sistema legislativo bicameral no Congresso. Na Câmara, os Estados têm até os dias de hoje representação proporcional à sua população. No Senado, todos possuem o mesmo número de representantes. O Judiciário é independente do presidente e do Congresso. Além disso, cada Estado tem a própria Constituição, que não deve contrariar a Carta Federal.


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