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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A vida no sertão nordestino

Os generais norte-americanos Grant (à esquerda) e Lee cumprimentam-se após a assinatura da rendição na Guerra de Secessão: reflexos na economia do Nordeste brasileiro.
Durante a segunda metade do século XIX, fatores de ordem econômica, religiosa e até mesmo climática influenciaram a vida de quem morava no sertão:

• A produção de algodão nordestino entrou em decadência. Durante a Guerra da Secessão, nos Estados Unidos (1861 a 1865), o produto foi cultivado em larga escala no Brasil, visando abastecer as fábricas inglesas de tecido. Com o término da guerra civil, a Inglaterra voltou a comprar o algodão norte-americano, empobrecendo a região. 

• A partir de 1877 teve início um longo período de seca que destruiu boa parte da agricultura sertaneja. Milhares de pessoas em estado de miséria migraram para outras regiões; as que permaneceram perderam suas posses.

• A Igreja Católica procurava aproximar-se da população. Para isso, criou as Casas de Caridade, nas quais homens e mulheres, conhecidos como "beatos", recebiam formação religiosa e eram destacados pelos padres para divulgar o catolicismo pelo sertão. 

Antônio Conselheiro: nascido no Ceará em 1828, pregava a chegada do reino de Deus à Terra.
Antônio Conselheiro (1828 a 1897)

Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, foi o líder do maior movimento messiânico do país. Ele conhecia de perto a violência do sertão: nasceu em Quixeramobim, Ceará, em 1828, em uma família envolvida em questões de terra. Com o fim de seu primeiro casamento, passou a vagar pelo sertão e adotou um comportamento místico-religioso, como o de sua segunda mulher, que era santeira, ou seja, esculpia imagens de santos para vender.

Em suas andanças, ganhou o apelido de "Conselheiro" e a fama de santo. Em 1876, quase todo o Nordeste já ouvira falar dele e de sua profecia de que o mundo acabaria em 1900.


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