Na segunda metade do século XIX, funcionários da construção civil, portuários, ferroviários, gráficos e empregados da iluminação tornaram-se o grupo assalariado mais numeroso do Brasil. Os setores de serviço e comércio mantiveram-se na liderança até perto de 1920. A indústria cresceu lentamente, o que manteve reduzido o número de empregados no setor.
| No final do século XIX, a indústria ainda exigia poucos trabalhadores qualificados. Para desenvolver uma mão de obra especializada para a produção industrial, foram surgindo escolas técnicas, como o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, fundado em 1873, com cursos gratuitos.
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 | | | E.F.C.B., óleo sobre tela de Tarsila do Amaral, 1924. |
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A luta por melhores condiçõesAs exigências ao operariado não tinham limites: a jornada de trabalho passava de 12 horas diárias; a convocação noturna valia para todos; crianças eram empregadas sem critérios e com salários menores. A proporção de imigrantes nas fábricas era muito alta e a influência das ideias socialistas e anarco-sindicalistas trazidas da Europa contribuíam para a organização de movimentos em defesa de salários mais altos e melhores condições de trabalho. Primeiras manifestaçõesApesar de em pequena escala, greves pipocaram pelo país desde 1889, conseguindo alguns resultados localizados. Em 1912, surgem em todo o país movimentos de protesto contra a alta do custo de vida e os baixos salários. No ano seguinte, um comício no Largo São Francisco, em São Paulo, reuniu 10 mil pessoas.  A greve de 1917 A crise operária culminou com uma greve que parou São Paulo e se alastrou pelo país, em 1917. Cerca de 70 mil trabalhadores cruzaram os braços em todo o país. Eles reivindicavam proibição para o trabalho de menores de 14 anos, fim da jornada noturna de mulheres e menores de 18 anos, exigiam oito horas de trabalho diário, congelamento do preço dos alimentos e aumento salarial. O governo reprimiu todas as iniciativas e, até 1922, fechou 50 organizações operárias, prendeu 657 trabalhadores em greve, deportou 31 líderes e expulsou 128 ativistas do território nacional.
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