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O sindicalismo se fortalece

Com o fim da ditadura Vargas, a influência do sindicalismo nas alianças políticas do país tornou-se importante. A herança do trabalhismo fez as elites perceberem que o apoio popular era um bom caminho para alcançar o poder.

O PCB e os sindicatos


Tendo retornado à legalidade em 1946, o Partido Comunista Brasileiro (PCB), fundado em 1922, envolveu-se com diversos sindicatos, buscando ganhar terreno no movimento dos trabalhadores. Mas em 1947 o PCB foi novamente proscrito. Houve intervenção do governo em pelos menos 10% dos sindicatos ligados à liderança comunista.

Manifestação popular em comemoração à vitória de Jânio Quadros: a vassoura foi o símbolo de sua campanha presidencial de 1960.
Sindicalismo e política

A realidade trabalhista do país era outra em 1951, quando Getúlio Vargas voltou ao poder – dessa vez eleito pelas urnas. Havia 2.104 sindicatos no país. O operariado estava muito maior, mas a economia brasileira não ia bem. Greves pipocavam em todo o país. As manifestações culminaram, em março de 1953, na chamada "Greve dos 300 Mil", quando os trabalhadores conseguiram algumas de suas reivindicações. Mas houve repressão e muitas prisões.

Dez anos depois, a mobilização grevista esteve ligada ao apoio às reformas de base defendidas pelo presidente João Goulart (1961 a 1964). Houve enorme adesão, especialmente do funcionalismo público e do setor estatal, com histórica influência trabalhista. 


No campo, também houve repressão. No Nordeste, as Ligas Camponesas, embriões dos movimentos rurais, foram perseguidas e extintas pelos militares. Com a aprovação do Estatuto do Trabalhador Rural, em 1962, muitas ligas transformaram-se em sindicatos.

O medo da influência comunista


A multiplicação das greves foi um dos pretextos para o golpe militar de 1964. O temor da influência comunista levou à queda do presidente e à suspensão do regime democrático.

O movimento sindical é fraco no campo.
Manifestação de candangos em Brasília contra o desemprego, em 1961.

As comissões de fábrica

O regime militar acabou com a estrutura populista dos sindicatos montada por Vargas. O enfraquecimento do sindicalismo permitiu que ele renascesse de forma diferente nos anos de 1970. As comissões de fábrica surgiram de necessidades imediatas dos operários e tornaram-se representantes com grande poder de aglutinação.

As greves no ABCD

Em 1977, o governo anunciou a distorção nos índices de inflação dos anos de 1973 e 1974, que levou a uma perda salarial de 31,4%. Em resposta, os operários da indústria metalúrgica entraram em greve por reposição salarial. As greves de 1978 e 1979 pararam centenas de indústrias, espalharam-se por todo o país e assumiram um importante papel de contestação ao regime militar.

Um sindicalismo independente

Das reuniões improvisadas nas portas das fábricas nasceu um novo sindicalismo, independente do Estado. Foi aí também que se destacou o torneiro-mecânico Luís Inácio Lula da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em São Paulo, que se tornaria uma das principais lideranças de oposição no país.

No campo, também houve repressão. No Nordeste, as Ligas Camponesas, embriões dos movimentos rurais, foram perseguidas e extintas pelos militares. Com a aprovação do Estatuto do Trabalhador Rural, em 1962, muitas ligas transformaram-se em sindicatos.





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