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O novo perfil sindical

No início de 1980, as greves voltaram a abalar o ABCD e o interior de São Paulo. Com o crescimento das manifestações, as lideranças sindicais renovaram-se e surgiram divergências ideológicas. Em agosto de 1981, a organização intersindical renasceu com a realização da I Conferência das Classes Trabalhadoras (Conclat), na Praia Grande, Estado de São Paulo. Mas logo se percebeu que havia divisões também dentro desse bloco e, em agosto de 1983, foi fundada a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Pela primeira vez uma central sindical nacional conseguiu reunir trabalhadores do campo e da cidade e apresentar uma proposta de organização sindical independente.

Luís Inácio Lula da Silva fala aos grevistas metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), em 1979.


Uma discordância com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo fez surgir, em 1986, a Central Geral dos Trabalhadores (CGT). Atualmente, os sindicatos têm a opção de decidir a qual central sindical se filiar.


Trabalho escravo: ilegal e desumano, explora crianças.
Direitos do trabalhador na democracia

Ao assumir o governo, em março de 1985, o presidente José Sarney (1985 a 1990) revogou a legislação que proibia a formação de centrais sindicais. Em dezembro de 1986, o 13º salário foi garantido aos funcionários civis e militares da União. Com a promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988, o trabalhador ganhou novas garantias: jornada semanal de 44 horas, seguro-desemprego, licença-maternidade de 120 dias e licença-paternidade de cinco dias.

A Constituição de 1988 também proibiu a interferência do Estado nos sindicatos, dificultou as demissões e garantiu direito de greve como instrumento de negociação, exceto aos serviços essenciais. Em outubro de 1989, as empregadas domésticas conquistaram finalmente muitos dos direitos assegurados aos trabalhadores pela Consolidação das Leis do Trabalho. 


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