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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Concorrência feroz

As empresas brasileiras precisaram se modernizar para alcançar padrão de eficiência internacional e poder enfrentar a concorrência. Investiram em tecnologia, cortaram custos e empregos.

As linhas de produção foram informatizadas e as ferramentas computadorizadas substituíram os trabalhadores especializados.


Durante muito tempo, governo e empresários mantiveram no Brasil uma política de dificultar as importações em nome da necessidade de proteger a indústria nacional - mesmo que, na prática, boa parte da indústria, como as montadoras de automóveis, fosse multinacionais.

Sem concorrência com produtos mais elaborados, a indústria e serviços brasileiros sofriam de certo atraso tecnológico, com baixos índices de produtividade e custos de produção relativamente altos.

O governo Collor, argumentando a necessidade de modernizar a economia e integrar o país no processo de globalização, liberou as importações bruscamente. De uma hora para outra podia-se comprar de ração para gatos à carros importados. Nas lojas, roupas, sapatos, brinquedos, além de comidas e bebidas importados disputavam o lugar com similares nacionais.

O governo Fernando Henrique, empenhado na estabilização da moeda e controle da inflação, também usou as importações como forma de pressionar os empresários para não subirem os preços dos produtos.


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