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Quilombos: Arturos e Vale do Ribeira

A comunidade de ex-escravos ainda sobrevive em São Paulo.

O que restou

Uma pequena comunidade de negros descendentes de escravos sobrevive até hoje em uma antiga área de quilombo. O local é Ivaporanduva, no Vale do Ribeira, São Paulo. O povoado tem somente 500 moradores, que vivem da plantação de alimentos e da pesca. A maioria é analfabeta, mas já tem muitas crianças que freqüentam a escola da cidade vizinha, Eldorado. "Para chegar lá só de canoa", explica Rosângela de Oliveira, coordenadora da Fala Preta – ONG que pesquisa antigos quilombos.

O começo

Os moradores da comunidade contam que seus antepassados foram trazidos para o Vale do Ribeira por uma fazendeira, para garimpar ouro na região. Na época ela adoeceu e voltou para sua fazenda, esquecendo-se dos escravos no garimpo. Os negros acabaram fundando um quilombo na região.

Casinhas de alvenaria

A maioria das construções do povoado é de alvenaria, mas há também algumas construções de pau a pique. Nem tudo é tão precário. Diferentemente do resto dos quilombos, Ivaporanduva tem luz elétrica e até uma televisão, que fica instalada em um galpão especial.

Mineiros

Outra comunidade descendente de quilombolas é a dos Arturos, em Domingos Pereira, próximo da cidade de Contagem, Minas Gerais. A comunidade foi fundada pelos escravos fugidos Camilo Silvério e Felisbela Rita Cândida, na segunda metade do século XIX. Também no Estado do Espírito Santo é possível encontrar remanescentes de quilombolas, que vivem isolados, desenvolvendo atividades de subsistência como a moagem da mandioca e a fabricação de doces caseiros.

Sincretismo

Na religião, os moradores de Arturos misturam os rituais de catolicismo com religiões afro-brasileiras. Tudo é muito musical, com cantos e danças.


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