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Rebeldia hoje: o hip hop

O movimento fala da discriminação racial sem entrar na marginalidade

Mundo da rua/Reprodução
B.Boys: uma das bandas de hip hop mais famosas do Brás.
Contra a violência


A juventude pobre e excluída trocou a violência das gangues pela arte nas ruas. Foi assim que nasceu a filosofia hip hop. O movimento surgiu nas festas no sul do Bronx, bairro violento de Nova York, há mais de duas décadas. No começo do movimento, os grafiteiros, já acostumados a viver perigosamente em gangues, eram presos e até se machucavam para transformar trens da cidade em gigantescos murais. A música inventada pelo hip hop é o rap, com suas longas letras, quase recitadas, que falam da dura vida nas periferias, das injustiças sociais, da discriminação, sem partir para a marginalidade.

Você sabia?

As bandas mais famosas de hip hop são Public Enemy, Notorius BIG, Tupac Shakur e Lauryn Hill.
No Brasil


O movimento hip hop ultrapassou as fronteiras norte-americanas e hoje está no mundo inteiro. No Brasil já tem muitas bandas famosas. Em Recife a ONG União dos Negros pela Igualdade tem várias bandas, como Cidade Rap e Quilombo Vivo. Em Diadema (cidade violenta da Grande São Paulo) a prefeitura cedeu um espaço no Centro Cultural Canhema para a instalação da Casa do Hip Hop. O responsável pelo acervo é Nino Brown, uma personalidade do hip hop nacional. Ele é o único membro brasileiro da Zulu Nation, uma ONG especializada em hip hop sediada nos Estados Unidos.

Os integrantes

O hip hop é formado por quatro elementos: o dançarino de break-dance (b.boy), o mestre de cerimônias (MC), o disc-jóquei (DJ) e os grafiteiros.


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