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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A cultura urbana

O nascimento da escrita
Escrita cuneiforme em documento comercial da III dinastia de Ur (2000 a.C.).


A escrita nasceu da necessidade de controlar a atividade econômica e a administração dos templos: colheitas, gado e impostos. No quarto milênio a.C., os sumérios idealizaram uma escrita fonética que depois foi sendo aperfeiçoada. Escrevia-se em tabletes de argila úmida com um instrumento pontiagudo que deixava marcas em forma de cunha (escrita cuneiforme). É um sistema complicado e de aprendizado difícil. Essa escrita foi utilizada em todo o Oriente Médio, exceto no Egito.

Viver em sociedade

A criação de uma legislação que regulasse a vida dos cidadãos foi uma contribuição mesopotâmica. O código mais antigo apareceu em Ur, na Caldeia, mas foi na Babilônia que se elaborou, no século XVIII a.C., o famoso Código de Hamurabi. O conceito de 'olho por olho, dente por dente' surgiu desse código. As sentenças explicam quais eram os direitos e os deveres dos senhores, do povo e dos escravos - as três categorias que formavam a estrutura social da Mesopotâmia.

Cidades-estados

A cidade-estado se caracterizava por ter um órgão central que a governava. Com frequência, a cidade precisava defender suas fronteiras. O chefe do exército acumulava o poder que antes era do sacerdote e se convertia em rei. Logo surgiram as lutas para ampliar o território e, assim, apareceram os primeiros impérios: o acádio, o sumério, o babilônico e o assírio. Eram verdadeiros Estados, com um poder central que se estendia sobre todo o território submetido. O palácio substituiu o templo como centro administrativo e de poder.

A arte


A arte mesopotâmica era mais prática do que estética: glorificava o poder religioso e político do momento. O templo e o palácio eram as principais construções. As paredes, de adobe ou tijolo, eram recobertas de mármore, azulejos e pinturas. Muitas tinham frisos em alto-relevo, representando façanhas dos reis. Também se encontram relevos nas estelas ou lápides comemorativas como a de Hamurabi e a de Naram-Sim. É uma arte sólida e monumental, que introduziu o uso do arco e da abóbada.


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