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Quem eram os minoicos?

Juntamente com as ruínas de Knossos, Arthur Evans desenterrou informações sobre uma civilização que desapareceu há muito tempo.

Primeiro, as cavernas

Além do palácio, os pesquisadores desenterraram vilas, como esta, nos arredores de Knossos.
Os primeiros sinais da presença humana em Creta datam do início do Período Neolítico. Eram grupos que viviam ainda em cavernas, plantavam e já domesticavam animais. Aos poucos essa civilização foi crescendo e se tornando mais complexa. No final do terceiro milênio a.C., Creta começou a receber influências da Grécia, da Macedônia, da Síria e do Egito. Começaram a ser construídas habitações mais elaboradas, que depois se transformariam em vários palácios, dos quais o mais importante seria Knossos.




Depois, os palácios

Os palácios se tornaram a "marca registrada" da civilização minóica – também chamada cretense. Os primeiros foram construídos aproximadamente em 2000 a.C., mas foram destruídos entre 1700 e 1600 a.C. Os arqueólogos ainda não descobriram as causas da destruição, mas algumas hipóteses sugerem revoluções internas, invasões ou terremotos. Independentemente disso, os palácios foram reconstruídos em pouco tempo, ainda com mais requinte do que os anteriores.

Vida urbana

Algumas partes do palácio foram reconstruídas.
Os minoicos viviam nas cidades construídas ao redor dos palácios. Trabalhavam como artesãos, agricultores, mas principalmente como comerciantes. O comércio marítimo era fundamental para a economia local. Para o Egito, por exemplo, Creta exportava vinho, azeite, óleos perfumados, tecidos e madeira, e importava vasos e objetos de marfim. A agricultura era a típica do Mediterrâneo, com produção de cereais, feijões, lentilhas, vinho e azeite. Criavam gado ovino, bovino, suíno e caprino. No século XVI a.C., os cretenses começaram a criar rebanho equino também, provavelmente originário do Egito e de Chipre.


O domínio minoico


Graças ao comércio, Creta tornou-se dona de uma das mais poderosas frotas marítimas de sua época. Influenciou política, militar e economicamente todo o mar Egeu. Séculos depois do desaparecimento dos minoicos, o autor grego Tucídides contaria que "Minos é a mais antiga personagem que a tradição conhece a ter possuído uma frota e conquistado o domínio do mar hoje grego; estabeleceu a sua dominação sobre as Cíclades e instalou colônias na maior parte das ilhas; expulsou destas os cárias e instalou como chefes os seus próprios filhos. Na ordem natural das coisas trabalhou com vista a purgar o mar de piratas a fim de melhor garantir a chegada de impostos que lançava nesses lugares distantes".

O fim do império

Como um povo tão importante desapareceu sem deixar vestígios por tanto tempo? Essa pergunta ainda é um mistério para os historiadores. Não existem documentos que dêem pistas sobre isso. Tudo o que se sabe, por meio de escavações arqueológicas, é que, nos primeiros anos do século XV a.C., todos os palácios – com exceção de Knossos – foram incendiados e destruídos. Há várias hipóteses para isso:

• invasão de outro povo, como o micênico;
• terremotos;
• rebeliões internas.

Com certeza, por volta de 1370 a.C., a civilização minóica chegou ao final. Knossos foi queimado e abandonado. Com o tempo, foi coberto pela colina, e os sinais da existência dos minoicos, completamente apagados. Pelo menos até que Arthur Evans os trouxesse novamente à vida, já no século XX.


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