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Akhenaton, o Reformador

Ao introduzir o culto a um único deus – Aton –, Amenófis IV mudou seu nome para Akhenaton.
Mais de cem anos após o pacífico reinado de Hatshepsute, assumiu o poder o rei Amenófis IV. Ele governou, provavelmente, entre 1350 a.C. e 1334 a.C e provocou uma revolução ao mudar as regras religiosas do Egito. Sua intenção era diminuir o poder dos sacerdotes. Para tanto, ele aboliu o culto a todos os deuses e instituiu uma única divindade, Aton, o disco solar. Também mudou de nome, passando a se chamar Akhenaton, que significa 'o amado de Aton', e construiu uma nova capital, Aketaton (cidade de Aton), atual Tell-el-Amarna, a meio caminho entre Tebas – a antiga capital – e o delta do Nilo.

O culto a Aton era muito simples: feito ao ar livre, no pátio de um templo, consistia na oferta de flores e frutos no altar. O faraó eliminou o culto a imagens e enfatizou o amor à natureza, à verdade, à liberdade e à alegria de viver. Em razão dessa mudança, que durou apenas os 15 anos de seu reinado, muitos estudiosos consideram Akhenaton o criador do monoteísmo. Em todos os momentos, o faraó era acompanhado por sua esposa, a belíssima Nefertiti, com quem teve seis filhas.

O templo de Abu-Simbel foi removido para não ser inundado pelas águas da represa de Assuã.


Glossário
Delta: local em forma de leque onde um rio desemboca no mar ou em outro rio.
Monoteísmo: a crença na existência de um único deus.


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