Tesouros arqueológicos em perigo Há 6 mil anos, um grupo de camponeses vindos provavelmente do Cáucaso chegou à planície onde hoje fica a cidade de Al-Qurnah. Mas o que essa gente fazia no meio do deserto? Os cientistas garantem que nessa fase da Pré-História, a Mesopotâmia era uma terra de pastagens abundantes, muita água e peixes fáceis de pescar. Alguns séculos depois, a região já abrigava os primeiros centros urbanos da história. Você não se pergunta como os historiadores sabem de tudo isso? Até hoje, o Iraque é um paraíso para esses pesquisadores, graças ao número ainda incalculado de sítios arqueológicos na região. O departamento de antiguidades do governo iraquiano registrou até agora 10 mil sítios, mas apenas 15% do território do país foi escavado. Por isso, além da perda inútil de vidas, a guerra pode causar outra perda incalculável, caso os mísseis e bombas caiam nesses locais históricos. Outro temor dos arqueólogos é o empobrecimento da população durante o pós-guerra: como já aconteceu na primeira Guerra do Golfo, em 1991, o patrimônio arqueológico do país pode ser dilapidado e vendido a preço de banana para colecionadores particulares do mundo todo.
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