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Explorações europeias

As explorações europeias no interior do continente

Os europeus iniciaram a exploração da África no século XIV. Os portugueses, pioneiros na expansão marítima, foram os primeiros a organizar grandes expedições ao interior como "navegadores terrestres". Os ingleses queriam explorar as zonas ao sul do Saara e a região do Níger. Um dos que levaram a cabo essa missão foi o escocês Mungo Park. Em 1828, o francês René Caillé chegou ao Tânger vindo do sul, tornando-se assim o primeiro europeu a visitar Tombuctu. Em 1857, os exploradores ingleses Richard Burton e John Speke atingiram o Tanganica, o segundo maior lago africano.



David Livingstone


O explorador mais conhecido foi o escocês David Livingstone. Chegando à África do Sul em 1841, partiu para o norte em suas primeiras viagens. Atravessou o deserto de Kalahari até a Zambezia; depois rumou para oeste, atingindo Luanda, na costa atlântica. Explorou também a África Central, buscando as fontes do Nilo. Livingstone morreu em 1873 e com ele terminou a era das explorações europeias, que contribuíram para grandes avanços nos conhecimentos sobre geografia, etnologia, fauna e flora do continente africano.

A escravidão


A escravidão foi um fenômeno presente em diversas épocas e sociedades ao longo da história da humanidade. Com os muçulmanos, teve início um comércio regular de escravos. Na África Negra, a escravidão como fenômeno de grande escala surgiu no século XVI, resultado da necessidade de mão de obra na América. O impacto do escravagismo mudou a vida dos africanos, uma vez que as próprias tribos lutavam entre si para capturar prisioneiros e vendê-los aos traficantes, cujo destino principal era a América. Em algumas ocasiões, os chefes das tribos vendiam escravos diretamente aos traficantes europeus. As consequências demográficas da escravidão foram desastrosas. Os povoados ficaram devastados. Na África Oriental, a presença de árabes que comerciavam escravos teve os mesmos efeitos negativos.

Para lembrar:
Os negreiros, comerciantes que se dedicavam ao tráfico de africanos para vendê-los como escravos, procediam sobretudo de Portugal, Grã-Bretanha, França e Países Baixos. Os escravos eram trazidos à América de navio, atravessando o Atlântico em péssimas condições. Muitos morriam na travessia.

As condições de vida do escravo


O escravo não tinha nenhum direito como ser humano e era considerado uma mercadoria. Não podia contrair matrimônio legal. Estava privado do direito de propriedade. Tudo o que adquiria com seu trabalho pertencia a seu dono, a quem se submetia e para quem trabalhava.

Magia e religião

Os feiticeiros das tribos dirigem os rituais de iniciação.
Os deuses estão vinculados ao céu e a eles se deve a criação do mundo e dos homens. O deus supremo, por estar distanciado do homem, o impele a criar uma série de divindades secundárias – como o deus da tormenta que faz chover, ou a deusa da terra, mãe das plantas, animais e homens. A essas divindades é preciso pedir proteção em diversas cerimônias. Os ritos de iniciação, muito difundidos nas sociedades africanas, permitem aos rapazes atingir o estágio adulto e tornar-se caçadores. As adolescentes participam de numerosos ritos para garantir a fecundidade. Por meio dessas práticas, os jovens conseguem se integrar plenamente na sociedade. A magia e a feitiçaria estão sempre presentes nesses rituais.


Arte africana


Mostra da arquitetura africana: silos típicos do povo dogon. Mali, África Ocidental.
As criações artísticas da África Negra são caracterizadas por sua simplicidade na expressão e na técnica. A escultura é a forma mais representativa de arte, e a madeira, o material favorito. A talha é sempre direta. A função da arte africana é sempre mágica ou religiosa. A variedade dessa arte – os fetiches, ídolos e máscaras cerimoniais – reflete a diversidade de crenças e costumes tribais. Na arte africana, observa-se a influência de outras culturas, como a egípcia, a romana e a árabe. A partir do século XV, nota-se a influência de Portugal e demais países europeus. A arte africana foi descoberta pelas vanguardas artísticas europeias nas primeiras décadas do século XX: Picasso, Modigliani.KKK


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