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Ditaduras militares

Com a crise do populismo latino-americano, verificou-se uma tendência de golpes de Estado e de instalação de regimes autoritários – ditaduras militares – em muitos países, como Bolívia (inúmeros), El Salvador (1961), Argentina (1962 e 1976), Peru (1962 e 1968), Equador (1963), Honduras (1963), Brasil (1964), Uruguai (1973) e Chile (1973). O Congresso, quando existia, tinha seus poderes reduzidos. Apesar da forte repressão e censura, os movimentos sociais reagiram com manifestações culturais, passeatas, greves e até com a luta armada. Desenvolveram-se vários grupos guerrilheiros que tentaram derrubar as ditaduras, muitos dos quais receberam treinamento em Cuba.

O golpe no Chile


Em 1973, um sangrento golpe militar encerrou o governo de Salvador Allende, eleito em 1970, que pretendia implantar o socialismo de forma gradual, respeitando as leis e a democracia. A nacionalização de empresas e o reformismo geraram reação de grupos internos e dos Estados Unidos, provocando o golpe comandado pelo general Augusto Pinochet, que derrubou o presidente. Influenciado pelo neoliberalismo, o programa econômico da ditadura Pinochet (1973-1990) estabilizou a moeda, abriu o mercado ao comércio e aos investimentos estrangeiros, privatizou empresas estatais e também os serviços públicos. O país modernizou-se economicamente, mas às custas das liberdades democráticas, restabelecidas somente a partir do final da década de 80.

O golpe na Argentina


Na Argentina, um período de instabilidade seguiu-se à morte de Perón em 1974, culminando com o golpe militar que depôs sua esposa Isabelita Perón, vice-presidente que assumira o governo. Tinha início, em 1976, a violenta "guerra suja" da ditadura militar que durou até 1983. Torturas, prisões arbitrárias e repressão procuraram calar os argentinos. No entanto, os casos de desaparecidos e de violações dos direitos humanos foram denunciados pelas Mães da Praça de Maio, que clamaram por justiça. A derrota argentina na Guerra das Malvinas (1982), contra a Grã-Bretanha, desencadeou a redemocratização. A tentativa de criar a imagem da Argentina como potência, desviando a atenção dos problemas internos (ditadura, alta da inflação) fracassou. Eleições livres no ano seguinte deram vitória à União Cívica Radical, com Raúl Alfonsin. Em 1989, venceu o peronismo, representado por Carlos Menem.


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