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As grandes ideologias operárias

Karl Marx
As duas grandes ideologias que defendem a classe operária são o marxismo e o anarquismo. A primeira baseia-se nas ideias e nos textos dos filósofos alemães Marx e Engels. Para os marxistas, o problema operário deveria ser resolvido pela via política, com a organização de trabalhadores em sindicatos e partidos. A solução seria a conquista do poder político, destruindo o Estado burguês. Como resultado dessa revolução, o capitalismo seria substituído pelo socialismo, baseado na propriedade coletiva e na ditadura do proletariado, etapa que faria a transição para a sociedade perfeita, sem classes e sem Estado – a comunista.

A segunda grande ideologia operária, o anarquismo, criado pelo revolucionário russo Bakunin, afirma que a igualdade social e econômica seria alcançada quando o Estado e todas as formas de governo desaparecessem. A sociedade anarquista seria baseada na cooperação das pequenas comunidades. No final do século XIX, o anarquismo associou-se ao sindicalismo (anarco-sindicalismo), defendendo os sindicatos como os principais agentes sociais de mudança.
Para lembrar:
A reação parisiense ao armistício aceito pelo governo francês devido à Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) gerou a primeira experiência concreta de um governo revolucionário de tendências socialistas. A Comuna de Paris (1871), após dois meses de existência, foi violentamente reprimida pela burguesia.


Os socialistas utópicos

Os socialistas utópicos tinham consciência dos males gerados pela industrialização, mas não conseguiram elaborar meios concretos para alcançar a igualdade. Afastados da realidade, pretendiam implantar reformas sem a participação efetiva dos trabalhadores.



O socialismo cristão ou catolicismo social


Preocupada com a miséria do proletariado, a Igreja Católica começou a pregar a necessidade de reformas no capitalismo para humanizar a sociedade e combater a exploração. O primeiro documento papal que destacou tais preocupações foi a encíclica Rerum Novarum (1891), de Leão XIII. Apesar das preocupações sociais, a Igreja condenava as ideologias revolucionárias.

Para lembrar:
O socialismo manifestava-se não apenas no universo teórico, mas também na ação, via congressos de trabalhadores – as chamadas Internacionais.


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