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A Guerra do Vietnã (1960-1975)

No Sudeste Asiático, a longa luta pela libertação do domínio francês tem na Guerra da Indochina (1946-1954) seu principal alicerce – a descolonização asiática continua avançando. A Conferência de Genebra estabelece as regras do pós-guerra: reconhecimento da independência do Vietnã, do Camboja e do Laos, ficando o Vietnã dividido pelo paralelo 17 em Vietnã do Norte e Vietnã do Sul, com sua reunificação determinada para 1956, após eleições gerais.

Diferenças entre os Vietnãs do Norte e do Sul

O governo de Ho Chi Minh, no Vietnã do Norte, busca preparar o país para a reunificação. Suas principais realizações são a reforma agrária radical, uma economia planificada e uma segura política educacional para acabar com o analfabetismo. Enquanto isso, no sul, o governo de Ngo Dinh Diem, em 1955, cancela as eleições e instaura uma ditadura militar oposta à reunificação do país. O terror é instalado no sul, que conta com o apoio militar dos Estados Unidos: contínuas perseguições às seitas budistas e às minorias étnicas, tribunais militares de exceção, campos de trabalho forçado são criados para reprimir os opositores, principalmente contra o 'perigo comunista'.

O início da guerra

Em 1960, o governo do Vietnã do Sul tem de enfrentar a rebelião de uma guerrilha comunista (ou Vietcongue), braço armado da Frente de Libertação Nacional, apoiada pelo Vietnã do Norte. Os Estados Unidos decidem intervir no conflito: chegam a enviar meio milhão de soldados para combater o Vietcongue e bombardeiam maciçamente o Vietnã do Norte, atacando inclusive a população civil. Suas armas químicas desmatam florestas, poluem os rios e tornam o solo improdutivo.

Conflito generalizado

Durante a Guerra do Vietnã, soldados americanos são transportados de helicóptero.
Em 1968, guerrilheiros vietcongues e tropas norte-vietnamitas desfecham contra o Vietnã do Sul a Ofensiva do Tet, alcançando Saigon e muitas capitais provinciais. As contínuas vitórias vietcongues causam grande abalo e muitas baixas para os Estados Unidos, forçando a Casa Branca a perceber que o impasse só pode ser resolvido pela via diplomática. O conflito se generaliza em 1970, com a invasão do Camboja e a intervenção no Laos por tropas norte-americanas. O desgaste material e humano, o interesse norte-americano em concretizar a aproximação política com a China comunista (para neutralizar a influência soviética sobre a Ásia em geral), a pressão dos movimentos pacifistas nos Estados Unidos e os escândalos políticos relacionados à administração Nixon levam à saída gradual das tropas americanas do Vietnã, formalizadas no Acordo de Paris, em 27 de janeiro de 1973.

 
O fim da guerra

O fim da guerra ocorre em 1975, com a conquista de Saigon pelas tropas vietcongues. A reunificação vietnamita torna-se realidade e o país passa a ser denominado República Socialista do Vietnã, com a capital em Hanói. Saigon é rebatizada em homenagem ao maior líder comunista vietnamita, Ho Chi Mihn.


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