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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

1968, o 'ano que não terminou'

Sinônimo de rebeldia e contestação, o ano de 1968 destaca-se numa década de transformações e contestações dos dois lados do Atlântico, inclusive no Brasil. Aqui, acontecem passeatas e manifestações contra o governo militar e greves operárias, culminando com a imposição do AI-5 (Ato Inconstitucional nº 5) pelo presidente Costa e Silva, medida que acaba por reforçar o autoritarismo. Na França, estudantes universitários protestam contra as reformas educacionais, reivindicando também maior liberdade e criticando o conservadorismo. As manifestações de 'Maio de 68', particularizadas por unir estudantes e trabalhadores numa greve geral, passam a ser reprimidas pelo governo. Acordos trabalhistas, a chegada das férias e a violência dos confrontos esvaziam o movimento. Em junho, eleições gerais reafirmam a força do presidente, o general Charles De Gaulle.

A Primavera de Praga

Na então Tchecoslováquia, desde o início do ano de 1968 reformas pretendiam modernizar a economia e transformar o papel do Estado. Com o apoio de intelectuais, operários e estudantes, o presidente Dubcek busca uma via própria e mais humanizada de socialismo. Esse reformismo encontra seu maior opositor na União Soviética, liderada por Leonid Brejnev. A fim de manter sua hegemonia no Leste Europeu, tropas do Pacto de Varsóvia invadem a Tchecoslováquia. Dubcek e companheiros são presos, enviados a Moscou e expulsos do Partido. A 'Primavera de Praga' termina sob repressão, da mesma maneira como ocorrera na Hungria, em 1956.

O movimento negro nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, agrava-se a questão racial. O movimento negro se divide numa ala pacifista – sob o comando de Martin Luther King, que defende a 'desobediência civil' e a não-violência – e em outra ala radical, partidária da violência e do confronto com os brancos, os Panteras Negras. Intensifica-se também o ambiente de protestos contra a participação norte-americana na Guerra do Vietnã e contra a própria Guerra Fria. Choques entre brancos e negros e os assassinatos, em 1968, de Martin Luther King e do candidato à presidência Robert Kennedy sinalizam tensões na sociedade americana, substituindo o apoio incondicional nacional dos anos 50.


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