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Ditaduras chegam ao fim

Derrubada do salazarismo

Em 25 de abril de 1974, militares do exército português ocupam as ruas. Muitos usam cravos vermelhos nas fardas ou nos fuzis. Começa a Revolução dos Cravos, que põe fim ao Estado Novo, a longa ditadura salazarista. Desde a década de 60, o exército travava guerras contra as incipientes guerrilhas separatistas na África. Se, de um lado, essas lutas exaltaram o nacionalismo e prolongaram a ditadura, por outro, desgastaram o braço armado do regime e geraram uma grande emigração. Internamente, ampliavam-se os movimentos pela liberdade. Os militares, insatisfeitos com o governo, formaram o Movimento das Forças Armadas, e derrubaram Marcello Caetano que, desde 1968, substituía Antonio Salazar. As instituições democráticas foram restabelecidas. Portugal superou os problemas econômicos e reconheceu a independência das colônias africanas.

Fim do franquismo

Comparada ao processo português, o fim da ditadura fascista espanhola – que durou mais de trinta anos – foi mais gradativa. Em 1969, o ditador Francisco Franco indicou seu sucessor, o Príncipe Juan Carlos de Bourbon, após decidir pela restauração da monarquia constitucional. A coroação aconteceu dois dias após a morte de Franco (20 de novembro de 1975). O novo governo iniciou um amplo plano de reformas internas, que garantiram o retorno das instituições democráticas no país, aprovado pelo referendo popular de 15 de dezembro de 1976. O novo Parlamento que elegeu Adolfo Suárez, líder da União Centro Democrática, surgiu em 1977. Após as eleições gerais, caía a última das ditaduras fascistas formadas na década de 30.

O agitado ano de 1979

Já no final da década de 70, um ano ficaria marcado pela quantidade de acontecimentos que marcariam a história: 1979. Os destaques ficam para a derrubada do ditador Somoza, na Nicarágua, a assinatura do Acordo de Camp David, entre Egito e Israel, a Revolução Iraniana, que colocou no poder o aiatolá Khomeini, e o início da guerra do Afeganistão.

Nicarágua

Na Nicarágua, a derrubada do ditador Somoza pela guerrilha da Frente Sandinista marcou o início de um novo regime apoiado por Cuba e pela União Soviética, gerando uma violenta reação capitalista, financiada pelos Estados Unidos.

Oriente Médio e Afeganistão

O Acordo de Camp David, assinado entre Anuar Sadat (Egito) e Menahem Begin (Israel), determinou a devolução de parte dos territórios ocupados por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, trazendo esperança de paz para o tenso Oriente Médio. No Irã, a revolução que depôs o xá Reza Pahlevi e colocou no poder o aiatolá Khomeini, líder xiita, trouxe uma nova preocupação para o mundo – o fundamentalismo islâmico. O afrouxamento nas relações entre as superpotências da Guerra Fria foi abalado quando a União Soviética invadiu o Afeganistão, iniciando uma longa e desgastante guerra.


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