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Détente ou Distensão

Durante a década de 70, a Guerra Fria apresentou uma nova relação entre as duas superpotências, encaminhada pelos seus líderes (Brejnev na União Soviética e Nixon nos Estados Unidos). Conhecida por Détente ou Distensão, essa relação se desenvolveu no contexto da crise do petróleo e foi marcada pela assinatura dos primeiros acordos sobre a corrida armamentista.

A diplomacia triangular

As relações sino-soviéticas começaram a estremecer a partir de 1960, em consequência da autonomia do programa nuclear chinês. A emergência de uma política externa autônoma chinesa possibilitou uma nova dinâmica na Guerra Fria, que substituiu a tradicional rigidez por relações mais fluidas, típicas do período da Détente. O processo de aproximação entre Estados Unidos e China, importante marco do período, e a retirada das tropas norte-americanas da Guerra do Vietnã, criaram as condições para a diplomacia triangular, forçando a União Soviética a encarar a China como nova e potencial inimiga.

Fim da corrida armamentista

Os primeiros sinais de que as superpotências pretendiam diminuir a escalada armamentista foi a assinatura do Salt-1, em maio de 1972. O acordo limitou o número de mísseis antibalísticos que cada país poderia produzir e congelou por cinco anos a construção de plataformas fixas ou submarinas de mísseis balísticos intercontinentais. A ratificação do Salt-1 aconteceu em 1979, com a assinatura do Salt-2, apesar da delicada situação entre as duas superpotências, devido à invasão soviética do Afeganistão e às Revoluções na Nicarágua e no Irã, que praticamente congelaram a Détente.


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