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O fascismo na Itália

A Itália no começo do século XX

As consequências da Primeira Guerra Mundial foram desastrosas para a Itália, que perdeu mais de 700 mil soldados e contraiu altas dívidas com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Esse custo elevadíssimo não foi compensado pelos tratados de paz, criticados pela burguesia nacionalista. Falava-se em 'vitória mutilada', com poucos territórios concedidos à Itália.

O fim da guerra provocou o aumento do desemprego e uma sucessão de conflitos sociais.

A Itália fascista

Benito Mussolini discursa para seus seguidores.
Mussolini chegou ao poder em outubro de 1922, após a Marcha sobre Roma. Um mês depois, o Parlamento concedeu plenos poderes ao governo fascista. Mussolini, animado pela vitória nas eleições de 1924, criou um Estado fascista baseado no corporativismo, no intervencionismo estatal na economia e no expansionismo militarista (ações armadas na Etiópia e na Guerra Civil Espanhola). Ao mesmo tempo, acabou com a Questão Romana (formação do Estado do Vaticano), recuperou a economia, organizou uma legislação trabalhista, proibiu a emigração, reforçou a censura e passou a perseguir a oposição política por meio da milícia fascista, os camisas negras. O Duce, como era chamado Mussolini, tornou-se presidente do Conselho, respondendo apenas ao rei e governando por decretos de forma autoritária.

Benito Mussolini

Benito Mussolini, chamado por seus seguidores fascistas de Il Duce, ou seja,
O Líder, formou-se politicamente no socialismo. Após sua expulsão do Partido
Socialista, fundou os Fasci di combattimento (1919), origem do movimento fascista.

Para lembrar:

A saudação com o braço erguido e a roupa negra eram os dois símbolos externos do fascismo. Por isto os fascistas eram conhecidos como camisas-negras.


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