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O governo de Mikhail Gorbatchov

Soldado russo no McDonald's, em Moscou.
A avançada idade dos líderes soviéticos fez com que, num período de três anos, o PCUS tivesse três dirigentes. A morte de Yuri Andropov (1984) e depois a de Konstantin Tchernenko (1985) levaram Mikhail Gorbatchov ao cargo de secretário do Partido Comunista e depois ao Kremlin. Depois da morte de Tchernenko, em 1985, Gorbatchov foi nomeado dirigente máximo da União Soviética. Na política interna, ele iniciou várias reformas estruturais conhecidas como Perestroika e Glasnost. Na política externa, a União Soviética abandonou seu controle sobre os países do Leste europeu. Em 1987, Gorbatchov assinou um acordo com Ronald Reagan para a redução do armamento nuclear instalado na Europa. Em 1988, ordenou a retirada das tropas soviéticas do Afeganistão.

A Perestroika

Mikhail Gorbatchov iniciou uma política de transparência, conhecida como Glasnost, e deu impulso ao programa de reformas econômicas conhecido como Perestroika, palavra russa que significa reestruturação. Com a Perestroika, a maioria dos setores econômicos passou a funcionar como no Ocidente. Antes, era o Estado que determinava o preço das mercadorias. Com a reestruturação, o mercado passou a fixar os preços. Em alguns setores, como distribuição e comércio, a reforma substituiu a propriedade estatal pela propriedade privada. Foram incentivadas as empresas exportadoras e o reinvestimento dos lucros começou a ter mais liberdade.

A Glasnost

As reformas introduzidas na União Soviética para proporcionar maior transparência nas informações ficaram conhecidas pelo nome de Glasnost. A Glasnost foi o processo mais valorizado pelos intelectuais soviéticos. Seu resultado prático foi uma maior liberdade de imprensa, com denúncias dos abusos e torturas praticados pela KGB.


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