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A queda do Muro de Berlim

Na madrugada de 9 de novembro de 1989, os cidadãos berlinenses recuperaram sua cidade. Nessa noite, caiu o muro de Berlim, marco da bipolarização que durante 28 anos dividiu não só a cidade, mas também famílias e ideologias.

Os antecedentes

Com o fim da Segunda Guerra, a Alemanha e sua capital foram repartidas em quatro zonas de ocupação. Em 1948, a União Soviética impôs o bloqueio de Berlim, encravada em sua zona. Depois desse incidente, surgiram as Repúblicas Federal da Alemanha (Ocidental, capitalista) e Democrática Alemã (Oriental, socialista). Os setores britânico, americano e francês de Berlim formavam Berlim Ocidental; o setor soviético constituía Berlim Oriental. Em 13 de agosto de 1961, a polícia e o exército da RDA começaram a construir um muro de 46 km, separando Berlim Oriental da Ocidental e impedindo a livre circulação de pessoas e mercadorias, pois a União Soviética queria impedir fugas para o lado capitalista da cidade.

Os 'ventos de liberdade'

Os 'ventos de liberdade' vindos da União Soviética repercutiram no Leste europeu. Quando a Hungria abriu sua fronteira com a Áustria, permitindo o livre acesso ao mundo capitalista, os alemães orientais se entusiasmaram. Com o anúncio da abertura das fronteiras da RDA, os alemães destruíram efusivamente o marco da bipolarização entre soviéticos e norte-americanos. A queda do muro de Berlim simbolizou o fim da Guerra Fria e o início do processo de unificação da Alemanha. Em julho de 1990, veio a integração econômica: o marco alemão se transformou na moeda única das duas Alemanhas. Na noite de 2 de outubro de 1990, os alemães finalmente comemoraram a integração da RDA e da RFA em uma só Alemanha, capitalista e membro da OTAN.


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