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A reação soviética

O Leste europeu – expressão mais política do que geográfica – começou a ser definido na Conferência de Yalta (1945). Na maioria dos países, o socialismo foi imposto pela União Soviética em meio à expulsão dos nazistas, ocorrendo uma 'sovietização' da Europa oriental. Já na Albânia, Tchecoslováquia e Iugoslávia, os próprios Partidos Comunistas implantaram o novo regime.

O Kominform e o Comecon

A resposta soviética à Doutrina Truman foi a criação, em 1947, do Kominform (Comitê de Informação dos Partidos Comunistas Operários), cujo objetivo era unificar e uniformizar a ação comunista no Leste europeu, obedecendo as orientações vindas de Moscou, a fim de garantir o controle soviético sobre todos os partidos comunistas de seu bloco. Já o Comecon (Conselho para Assistência Econômica Mútua) foi criado pela União Soviética em 1949 e visava ajudar a reestruturação e reconstrução econômica da Europa oriental, tendo como base central a defesa da planificação econômica.
    
O Pacto de Varsóvia

O Pacto de Varsóvia (Tratado de Assistência Mútua da Europa Oriental) era uma aliança militar liderada pela URSS para defender os regimes socialistas. Foi formada em 1955, integrando República Democrática Alemã, Polônia, Hungria, Tchecoslováquia, Romênia, Bulgária e Albânia, além da União Soviética. As tropas do Pacto de Varsóvia também serviram aos interesses soviéticos para manter a hegemonia sobre os países de seu bloco, esmagando revoltas anticomunistas, como a da Hungria (1956) e da Tchecoslováquia (1968), episódio que ficou conhecido como 'Primavera de Praga'.
    
O socialismo na Iugoslávia

A Iugoslávia desenvolveu um socialismo peculiar, fora da influência soviética. Ainda durante a Segunda Guerra, Josip Tito, líder carismático, conseguiu importantes vitórias sobre os nazistas que ocupavam o território iugoslavo e sobre as próprias forças monárquicas do país. Foi aclamado presidente em 1943, com a criação do Comitê Nacional de Libertação da Iugoslávia. Após expulsar os alemães, com apoio dos Aliados e dos russos, iniciou a organização de um Estado socialista iugoslavo. Mesmo aceitando a ajuda de Moscou no período pós-guerra, Tito procurou construir um modelo próprio de socialismo: industrialização independente e diplomacia de cooperação e amizade com os demais países do bloco socialista europeu, sem prévia consulta a Moscou. Isso gerou constantes crises entre os dois países, até o rompimento formal em 1948. A dissidência iugoslava provocou violenta reação de Stálin que, para evitar a perda do controle sobre o bloco socialista, mergulhou o restante do Leste europeu no terror, com constantes perseguições e depurações nos Partidos Comunistas (Hungria e Bulgária em 1949; Polônia em 1951 e Romênia em 1952).


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