Busca  
  Era Contemporânea   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

O neocolonialismo

Entre 1875 e 1914, as grandes potências expandiram seus domínios por todos os continentes, numa desenfreada corrida para repartir o mundo. Esses países, especialmente Inglaterra e França, formaram autênticos impérios, unindo exploração econômica e domínio político. As grandes riquezas das colônias, a necessidade de dispor de territórios para onde pudesse emigrar a crescente população europeia, o desejo de supremacia, a vontade de impor sua cultura aos povos mais atrasados e a busca por mercados consumidores e fornecedores foram fatores que incentivaram a nova colonização.

Consequências do neocolonialismo

O impacto do imperialismo foi negativo para os povos colonizados. Mudaram seus costumes, sua cultura e sua economia, assim como sua língua e sua religião. A criação de fronteiras artificiais privou-os de sua identidade. Foi-lhes negado o desenvolvimento autônomo, o que resultou no subdesenvolvimento atual, já que só podiam se desenvolver de acordo com as necessidades dos dominadores.

A missão civilizadora

Deformando as teorias de Darwin, o homem branco se considerava superior aos povos locais da África e da Ásia. Julgava que sua cultura e seu progresso científico colocavam-no acima dos colonizados e sentia-se no dever moral de 'levar' a esses povos os benefícios de sua civilização, incluindo a religião. Era essa a justificativa ideológica do imperialismo.

A partilha da África

Clique na imagem para ampliar.
A partir da expansão marítima europeia (séculos XV e XVI), interesses econômicos nortearam a exploração do continente: metais preciosos, matérias-primas e escravos. Com a segunda Revolução Industrial, desenvolveu-se um novo colonialismo, legitimado pela 'missão civilizadora' do homem branco. O continente possuía enormes riquezas, mão de obra abundante e barata e também um grande interesse estratégico. Os europeus ocuparam primeiro o litoral e depois o interior, até formar verdadeiros impérios. Na Conferência de Berlim (1884-85), as potências imperialistas fragmentaram a África, ignorando a diversidade étnico-cultural. Fronteiras retilíneas separaram grupos e aglutinaram rivais, acentuando os problemas. A África tornou-se um conjunto de colônias e protetorados, com exceção apenas da Etiópia e da Libéria.


Anterior Início Próxima