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A história do arquipélago

Quando o assunto é Malvinas, a desavença entre argentinos e ingleses chega até os livros de história. Enquanto o país sul-americano considera que a ilha foi descoberta por um espanhol, os britânicos clamam o feito para si.
 
A briga entre britânicos e argentinos começa por determinar quem foi o primeiro europeu a chegar às Malvinas. A versão argentina conta que no século XVI vários espanhóis e portugueses por lá estiveram, entre eles Esteban Gómez e Fernão de Magalhães – navegador português a serviço da Espanha que pela primeira vez cruzou o estreito que até hoje leva seu nome. Já a Enciclopédia Britânica afirma que o navegador inglês John Davis, em 1592, foi o primeiro a avistar as Falklands (versão confirmada pelos moradores do arquepélago). De qualquer maneira, o argumento argentino para a posse das ilhas baseia-se no Tratado de Tordesilhas, que garantia aquele pedaço de terra aos reis católicos da Espanha.




A colonização

Não foram nem argentinos nem britânicos os primeiros a colonizar o arquipélago. Em 1764, os franceses fundaram uma colônia na Malvina Oriental. No ano seguinte, a ilha vizinha foi colonizada por britânicos. Dez anos mais tarde, já durante a Revolução Francesa, Paris vendeu suas terras para os espanhóis. Isso culminou com a primeira guerra das Malvinas, em 1770, que, se não fez muito estrago, acirrou os ânimos das colônias inglesa e espanhola. A disputa aparentemente terminou pouco tempo depois, quando os ingleses resolveram abandonar suas terras, por acharem que os custos para manter a colônia não compensavam.

Monumento em memória dos mortos argentinos na Guerra em Ushuaia (Argentina)



A Argentina na história

A Argentina só entrou nessa história em 1828, quando o caudilho Juán Manuel de Rosas – então presidente do país, independente desde 1816 – decidiu enviar tropas para colonizar as ilhas. A tentativa não foi bem-sucedida. Em 1833, os ingleses retomaram a posse das terras e aí a disputa entre os dois países começou. Em pouco tempo, a posse das Malvinas tornou-se questão de honra para os argentinos. Para Londres, a manutenção das terras no Atlântico Sul foi, por muito tempo, uma última manifestação do antigo orgulho colonialista.


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