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A Questão Palestina

Negociações entre israelenses e palestinos abriram caminho para o regresso dos refugiados palestinos, o exercício do direito de autodeterminação e a criação de um Estado independente. Pelos acordos de Oslo (1993), houve o reconhecimento mútuo entre Israel (governado pelo primeiro-ministro Yitzhak Rabin) e OLP (liderada por Yasser Arafat). Também foram iniciadas negociações para a retirada de tropas israelenses, a devolução de áreas e a transferência do poder à Autoridade Nacional Palestina (ANP). Em 1994, os palestinos obtiveram autonomia limitada nos territórios de Gaza e Jericó.

Limitação do processo de paz

O processo de paz ficou limitado pelas contínuas radicalizações político-religiosas, pelo assassinato de Rabin (1995) e pela vitória eleitoral, em Israel, do direitista Benjamin Netanyhu (1996). As dificuldades políticas para Netanyhu cumprir suas propostas eleitorais, a recessão econômica e o fortalecimento do caminho diplomático para as tensões no Oriente Médio colaboraram para o retorno do Partido Trabalhista ao poder israelense com a vitória de Ehud Barak em 1999. A recusa de Israel em desocupar territórios e a fundação de novas colônias, além de ataques terroristas de judeus radicais e do Hamas (guerrilha extremista palestina) criaram mais problemas no Oriente Médio, retardando a criação de um Estado Palestino. No entanto, a retomada do diálogo entre sírios e israelenses e, em 24 de maio de 2000, a retirada de Israel do sul do Líbano, encerrando 22 anos de ocupação, são passos importantes para a concretização e o avanço do processo de paz.


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