Busca  
  Era Contemporânea   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Problemas na Ásia

Tensões e conflitos também abalam a Ásia. Na China, apesar da forte repressão, o regime comunista vem enfrentando movimentos nacionalistas e religiosos no Tibete (budista), submetido desde 1950, e em Xinjiang (muçulmano). Desde 1947, a Índia, de maioria hindu, disputa com o muçulmano Paquistão o território fronteiriço da Caxemira. A tensão serve como pano de fundo para que os dois lados ampliem seu poderio bélico, trazendo novamente para o cenário mundial a ameaça de uma guerra nuclear, diante dos testes militares de Índia e Paquistão em 1998 e 1999. A vitória indiana, em 1999, não significa o fim das disputas, apenas um intervalo de uma antiga rivalidade.

A República Popular da China

Na Nova Ordem mundial, a importância da China tem sido destacada por vários fatores: elevados índices de crescimento, amplo mercado consumidor, mão de obra abundante, proximidade dos Tigres Asiáticos e o sucesso da integração territorial. A incorporação pacífica de Hong Kong (colônia britânica), em 1997, e de Macau (possessão portuguesa), em 1999, baseia-se na teoria de Deng Xiaoping: 'um só país, dois sistemas', ou seja, uma só China, em grande parte socialista, com dois enclaves capitalistas e democráticos. A China ainda oferece a mesma fórmula para Taiwan (ou República Nacionalista da China), fundada na ilha de Formosa pelos nacionalistas em 1949, após a derrota na guerra civil. Considerada 'província rebelde', Taiwan ainda rejeita a reunificação, apesar da pressão militar continental e do diálogo iniciado em 2000. Para os próximos anos, a China ainda tem alguns desafios a enfrentar: contrastes entre o litoral e o interior, o êxodo rural, a concentração de renda, o desemprego, a corrupção na burocracia estatal, as dissidências e a ausência de liberdades democráticas, entre outros.

O despontar do Japão

Após a Segunda Guerra, o Japão entrou para a área de influência norte-americana, exportando produtos industrializados e importando produtos agrícolas. Iniciado no final dos anos 50, o 'milagre japonês' garantiu ao país a segunda colocação dentro do mundo capitalista durante a década de 80. Graças à oferta de mão de obra, investimentos em educação e tecnologia, poucos gastos militares e alta taxa de poupança interna, o país conseguiu superávit na balança comercial com os Estados Unidos e, nos anos 80, ultrapassou os norte-americanos na produção de automóveis, conseguindo também firmar seu comércio exterior na Ásia. Essa situação foi alterada algum tempo depois, por causa de problemas internos e pelos problemas econômico-financeiros mundiais, efeitos da globalização. O desaquecimento da economia japonesa levou muitos analistas a considerarem os anos 90 como uma 'década perdida'.

Timor Leste

O problema no Timor Leste explodiu após a crise econômica asiática de 1997, que causou a queda do ditador Suharto. Seu sucessor, Habibie, anunciou um plebiscito para definir o destino de Timor Leste, pondo em risco a unidade do arquipélago indonésio. Após o resultado do plebiscito de agosto de 1999, a favor da independência timorense, desencadeou-se um massacre organizado por milícias armadas pró-Indonésia. A capital, Dili, foi destruída, forçando a população ao êxodo. Sob pressões, a Indonésia aceitou o envio de uma força multinacional, sob comando da Austrália. O país busca a reconstrução e o principal líder da resistência, Xanana Gusmão, tem participado no processo.

A futura reunificação da Coreia

O acordo firmado entre os líderes das duas Coreias, em junho de 2000, representou um importante avanço para a paz e a segurança no leste asiático. O acordo determina a necessidade do país funcionar como uma federação durante um período intermediário antes de sua completa reunificação.


Anterior Início Próxima