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  Era Contemporânea   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Desafios na Nova Ordem

Os valores que emergiram com a Nova Ordem se defrontam com uma onda de conservadorismo e nacionalismo, representados em especial por partidos e grupos neonazistas. Com o fim do comunismo na Europa, em 1989, tendências nacionalistas de direita reprimidas vieram à tona, espalhando ódio étnico e racial pelo continente e fora dele. A Alemanha – o mais rico, populoso e influente país da União Europeia – ainda convive com as consequências da divisão e da reunificação: disparidades socioeconômicas e diferenças políticas, além de preconceitos e do 'fantasma' do neonazismo. Jovens, principalmente, temem que seu futuro seja sacrificado por ideais liberais e se agrupam em gangues. A mais famosa é a dos skinheads: violentos e reacionários, considerados 'soldados' desse movimento.

A crise no conceito de nacionalidade

O neonazismo não se limita à Alemanha, aparecendo de forma marcante em outros países, como a Áustria, onde em 1999 e 2000, o Partido do Povo Austríaco (OVP), representado pela liderança do direitista Jorge Haider, tornou-se a segunda força política no país. Isso representa mais um desafio para as instituições democráticas neste final de milênio. A chegada de africanos, asiáticos e outros à Europa gerou tensões e impôs a necessidade de novos conceitos de nacionalidade e de Estado-nação. Considerados 'cidadãos de segunda categoria', os habitantes das ex-colônias e seus descendentes tornaram-se alvo de ultranacionalistas. Políticas racistas e xenófobas vêm ganhando espaço em alguns países. O tratamento dispensado a argelinos na França, a turcos na Alemanha e a estrangeiros em geral nos países europeus ilustra as tensões geradas pelas novas migrações. Atentados, preconceitos e discriminações contra imigrantes acirram as tensões sociais na Europa. 


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