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  Era Contemporânea   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

As revoluções

A guerra de Independência da Grécia (1822), retratada por Delacroix.
As Revoluções de 1820

Em 1820, explodiram revoluções liberais em regiões da Itália, Grécia, Portugal e Espanha. A Grécia, submetida ao Império Otomano, iniciou seu processo de independência. As revoluções de Cádiz (Espanha) e do Porto (Portugal) repercutiram na América, vinculando-se aos movimentos de emancipação política das colônias espanholas e do Brasil.

As Revoluções de 1830

Em 1830, ocorreu uma série de sublevações em cadeia. O contexto econômico era de crise: a queda da produção agrícola, alta dos preços dos alimentos e falências de fábricas, acentuando o desemprego e o descontentamento da burguesia e das camadas populares. Os belgas se rebelaram contra o domínio holandês e coroaram Leopoldo I. Com a ajuda inglesa, conseguiram consolidar uma monarquia liberal e constitucional própria. Os poloneses se levantaram contra a opressão russa, mas foram violentamente reprimidos. Na Itália, o exército austríaco acabou com uma revolta liberal iniciada em Módena. Tentativas de insurreição na Alemanha (Confederação Germânica) foram contidas pela Áustria.

A França reage contra o absolutismo

Em 27 de julho de 1830, após a proclamação das "Ordenações de Julho" (25 de julho de 1830), o povo de Paris se revoltou contra o absolutismo do rei Carlos X, o monarca abdicou e fugiu do país. Os franceses escolheram um novo rei: Luis Felipe de Orleans, que gozava de uma certa fama de liberal.

O romantismo


Os artistas românticos se engajaram na causa da liberdade e exaltaram a luta do povo contra a opressão. A revolução parisiense de 1830 e a luta dos gregos contra os turcos estavam entre seus temas prediletos. O poeta inglês Lord Byron morreu na guerra pela independência da Grécia.

Para lembrar:

O quadro A Liberdade Guiando o Povo, de Delacroix, reflete o mais puro espírito revolucionário francês. A liberdade é representada por uma mulher armada, usando o barrete frígio e portando a bandeira nacional. A Liberdade comanda uma multidão de revolucionários, avançando entre a fumaça da batalha.


As Revoluções de 1848

Em 1848, uma onda revolucionária assolou a Europa abalada pela crise agrícola e superprodução industrial. Burgueses e universitários comandaram esse protesto urbano liberal, chamado "a primavera dos povos", contra o despotismo das monarquias. Berlim, Viena, Paris, Veneza, Roma, Praga, Munique, Budapeste e Milão se revoltaram quase simultaneamente. A partir de setembro de 1848, as monarquias europeias passaram ao contra-ataque contra os movimentos revolucionários, que foram reprimidos.

Ideais socialistas

Na França, o movimento de 1848 foi marcado pela presença de ideais socialistas utópicos, numa Europa marcada pela miséria resultante da industrialização. Camponeses e proletários reivindicaram melhores condições de vida. O proletariado francês — aliado aos socialistas utópicos — participou diretamente da Revolução de Fevereiro, que derrubou o governo liberal de Luís Filipe I e o Governo Provisório, organizado após a proclamação da Segunda República. Enfraquecidos pela inferioridade numérica, imaturidade político-ideológica e organização restrita, os proletários foram violentamente reprimidos pela burguesia na Matança de Junho.

Para lembrar:

A onda revolucionária de 1848 é um marco histórico, pois possibilitou a estreia revolucionária do proletariado e assegurou a hegemonia política da burguesia. Também teve consequências "globais", influenciando revoltas fora da Europa, como o movimento revolucionário de linha liberal em Pernambuco de 1848 – a Revolução Praieira.


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