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O Estado de Israel

Em 1916, França e Grã-Bretanha, confiantes após a vitória na Primeira Guerra, assinaram o acordo Sykes-Picot que, com a fragmentação do Império otomano, transformou o Oriente Médio em "zona de influência permanente" franco-britânica. Paralelamente, crescia o movimento sionista na Europa ocidental, cuja meta era a criação do Estado de Israel na Palestina. Em 1917, o sionismo foi fortalecido com a Declaração Balfour, pela qual a Grã-Bretanha se manifestava favorável à criação de um "lar nacional para o povo judeu" na Palestina, sob mandato britânico. A contínua entrada de colonos judeus na região palestina durante o período do entre-guerras, orientada pela Organização Sionista Mundial, gerou vários choques com a comunidade árabe, pois essa colonização, amparada por fundos internacionais, passou a controlar parte das melhores áreas cultiváveis da região.

A partilha da Palestina

Quase 2.000 anos após a Diáspora (Dispersão) e depois da implacável perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial, os judeus viram concretizado o sonho de voltar a ter seu próprio país. Em 1947, diante do agravamento das tensões na região, a ONU decidiu pela partilha da Palestina em duas áreas: a judaica e a palestina. Com a retirada britânica em 1948, nasceu oficialmente o Estado de Israel, gerando novas reações dos árabes, que viviam nessa zona há séculos e negavam-se a aceitar a nova entidade política. Começava, assim, a primeira guerra árabe-israelense.


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