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O problema palestino e as primeiras guerras árabe-israelenses

A oposição da Liga Árabe à decisão da ONU gerou o primeiro confronto militar entre Israel e os países árabes. Um dia após a retirada das forças britânicas e da proclamação do nascimento de Israel, as forças aliadas árabes do Iraque, Egito, Líbano, Síria e Jordânia atacaram o jovem Estado. As lutas duraram até janeiro de 1949, quando as tropas israelenses ocuparam toda a Galileia e o deserto do Negev, dobrando a área de seu território original. A primeira guerra árabe-israelense (1948-49) foi vencida por Israel que, além de ampliar seu controle na região, fixou-se na Cisjordânia e na faixa de Gaza, provocando o êxodo da população palestina pelos países árabes. Surgia a "Questão Palestina", luta de um povo pelo reconhecimento de seu território.

Guerra de Suez

Em 1956, questões fronteiriças entre Israel e Egito, a nacionalização do Canal de Suez e a proibição egípcia de que navios israelenses trafegassem pelo canal causaram a Guerra de Suez (segunda guerra árabe-israelense). O líder egípcio Gamal Abdel Nasser, ao desafiar abertamente os interesses franceses, britânicos e israelenses, teve de enfrentar a reação armada dos três países. A intervenção soviética e norte-americana garantiu o fim do conflito. O acordo assinado estabeleceu que Suez continuaria nacionalizado, mas o Egito garantiria o direito de livre utilização a todos.

Al Fatah e OLP

Uma das respostas palestinas à condição de refugiados – obrigados a ficar em campos miseráveis – foi o nascimento do grupo guerrilheiro Al Fatah (reconquista ou conquista), em 1959, para destruir Israel e formar o Estado Palestino, sendo Yasser Arafat um de seus fundadores. Além do Al Fatah, foram formadas outras organizações guerrilheiras e terroristas árabes, que passaram a atacar alvos civis e militares israelenses. Em 1964, os palestinos formaram a OLP (Organização pela Libertação da Palestina), organização unificada fundada pelo Congresso Nacional Palestino realizado na parte oriental de Jerusalém que, na época, era território jordaniano. Em 1969, Yasser Arafat, principal líder da Al Fatah, assumiu também a direção da OLP, conseguindo apoio da maioria dos países árabes para enfrentar Israel.

Setembro Negro

Com o tempo, o fortalecimento da OLP dentro de alguns países árabes provocou reações negativas. Uma das mais dramáticas foi o massacre de palestinos, ocorrido em setembro de 1970, pelas tropas leais do rei Hussein da Jordânia. Houssein sentia-se ameaçado pela possibilidade da organização se transformar em um "Estado dentro do seu Estado" e o terrível episódio ficou conhecido como Setembro Negro. A principal consequência do Setembro Negro foi o deslocamento das bases da OLP para o sul do Líbano. Porém, em 1982, uma violenta ação armada comandada por Israel obrigou novamente a organização a sair, buscando novo refúgio na Tunísia.


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