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Início do processo de paz

Os acordos de Camp David (1979), assinados pelo presidente egípcio Anuar Sadat e pelo primeiro-ministro israelense Menahem Begin, marcaram o início de uma nova fase. O Egito transformou-se no primeiro país muçulmano a assinar um tratado de paz com o Estado judeu. Na década de 80, Israel devolveu parte de Golan à Síria e o Sinai ao Egito, mas assentou colonos na Cisjordânia e na faixa de Gaza. Os palestinos enfrentaram os israelenses. Em 1987, nos territórios ocupados por Israel, estourou a Intifada (revolta das pedras), movimento de desobediência civil, no qual crianças e jovens enfrentavam tropas israelenses com pedras e paus. A resposta israelense foi violenta: a destruição de casas dos familiares dos manifestantes palestinos que atacaram os soldados e uma política de abandono dessas áreas ocupadas por Israel. A Intifada conseguiu mostrar ao mundo a política israelense de segregacionismo racial contra os palestinos.

O reconhecimento da Palestina

A luta palestina para formar seu Estado, os ataques israelenses ao Líbano e a Intifada retardaram o fim dos confrontos. Somente em 1993, triunfou a via político-diplomática, cujos principais protagonistas foram Yasser Arafat e o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin. Pelos acordos de Oslo, Israel e OLP se reconheceram mutuamente e foi aprovado um plano que previa a retirada de tropas israelenses, a devolução de áreas ocupadas e a transferência do poder à Autoridade Nacional Palestina. Os acordos abriram caminho para o regresso dos refugiados palestinos para o exercício do direito de autodeterminação e para a criação de um Estado independente. Em 1994, os palestinos obtiveram, como primeiro passo, uma autonomia limitada nos territórios de Gaza e Jericó.


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