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Conflitos entre países árabes

Após a independência, o que se observou entre os países árabes foram guerras internas que a Liga Árabe não pôde evitar, como a longa disputa entre Irã e Iraque e a Guerra do Golfo. Iraque e Irã formaram-se com o fim do Império otomano, após a Primeira Guerra Mundial, libertando-se mais tarde do controle britânico. Em 1979, no Irã, a revolução fundamentalista do aiatolá Khomeini derrubou o governo pró-ocidental do xá Reza Pahlevi. A ameaça de expansão do radicalismo muçulmano abalou interesses do Ocidente e de Saddam Hussein, que acabara de assumir o poder no Iraque.

O conflito Irã-Iraque

As disputas fronteiriças entre Irã e Iraque são muito antigas. Em 1975, o Iraque reconheceu que a fronteira com o Irã passava pelo canal de Chat-el-Arab, onde confluem os rios Tigre e Eufrates. Após a revolução fundamentalista no Irã, o governo iraquiano afirmou que o acordo não era mais válido, uma vez que fora assinado pelo deposto xá Reza Pahlevi. Em setembro de 1980, as tropas iraquianas atravessaram o canal, fazendo eclodir uma guerra em grande escala. Antes disso, o aiatolá Khomeini já havia conclamado os xiitas do Iraque para se rebelarem contra o regime ateu, ou seja, antirreligioso, do partido iraquiano Baath. O Iraque encontrou apoio na Arábia Saudita e na Jordânia – países que temiam a "exportação" da revolução iraniana para todo o Golfo Pérsico –, além de receber auxílio dos Estados Unidos, da União Soviética, da Grã-Bretanha e da França. A Síria e a Líbia se posicionaram a favor do aiatolá. Mais tarde, o Egito prestou uma substancial ajuda ao Iraque sob forma de armamentos. A guerra acabou oito anos depois, sem um vencedor. O Iraque, embora endividado, contava com um poderoso arsenal bélico.

Khomeini.
O aiatolá Khomeini e a revolução fundamentalista

A vida de Ruhillah Mussavi Khomeini resume-se em uma luta constante para levar os xiitas ao poder no Irã. Líder da revolução popular que derrotou o xá Reza Pahlevi, Khomeini divulgava uma mensagem contrária à ideologia ocidental, com a qual conseguiu "islamizar" o poder por completo: trata-se de uma das mais expressivas manifestações do fundamentalismo. Entre seus atos políticos está a tomada da embaixada dos Estados Unidos em Teerã, em 1979. Durante 444 dias foram mantidos 53 reféns americanos na embaixada, o que acabou impedindo a reeleição de Jimmy Carter para presidente dos Estados Unidos. O problema com os reféns foi resolvido durante o governo de Ronald Reagan, mas gerou o escândalo Irã-"Contras". Khomeini sustentou durante oito anos a guerra contra o Iraque. Morreu em 1989 aos 89 anos.

O escândalo Irã-"Contras"

Em 1986, a imprensa mundial denunciava a venda de armas americanas ao Irã, em troca da libertação dos reféns presos pelos xiitas na embaixada dos Estados Unidos em Teerã. O dinheiro obtido dessa venda era desviado para ajudar os "contras", grupo de direita que lutava para derrubar o governo sandinista de Daniel Ortega, na Nicarágua.


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