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Europa pré-guerra

Os antecedentes

Uma vez dividido o mundo, no final do século XIX, os grandes impérios capitalistas rivalizavam em busca de maior supremacia e mais benefícios econômicos nas colônias. A Alemanha queria controlar o Marrocos, enfrentando as ambições da França e da Grã-Bretanha (crises marroquinas). Na Europa, os conflitos entre Rússia e Império Austro-Húngaro se concentraram nos Bálcãs (crises balcânicas). Os países se lançaram a uma corrida armamentista sem precedentes. Tudo indicava o início de um conflito bélico generalizado.

As alianças

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O chanceler alemão Bismarck iniciou uma política de alianças com outras potências, a fim de deixar a França isolada na luta pelo controle colonial. Pretendia também evitar a revanche francesa após derrota na Guerra Franco-Prussiana (1870-71). Entre os vários pactos, o mais importante foi a Tríplice Aliança (1882), acordo firmado pela Alemanha, Áustria e Itália. Em contrapartida, França, Grã-Bretanha e Rússia, chamados de Países Aliados, formaram a Tríplice Entente (1907). Estas alianças definem os dois grandes blocos que, mais tarde, se enfrentariam em combate. O caso italiano é uma exceção, uma vez que quando a Itália entrou no conflito em 1915, uniu-se à Tríplice Entente.

Os Bálcãs

A região dos Bálcãs foi um importante foco de tensão. Ali, ocorreram diversos confrontos armados que acabaram deflagrando a Primeira Guerra Mundial, o que justifica a ideia de que os Bálcãs eram 'um barril de pólvora'. Na primeira Guerra dos Bálcãs (1912), o Império turco perdeu suas possessões nesta região ao ser derrotado pela Liga Balcânica (Sérvia, Bulgária, Montenegro, Romênia e Grécia) com o apoio da Rússia. A segunda Guerra dos Bálcãs (1913) foi travada entre a Sérvia e Bulgária na disputa desses mesmos territórios. A Paz de Bucareste deu a vitória aos sérvios.

Para lembrar:

Sarajevo é capital da Bósnia-Herzegovina. Esta província esteve sob o domínio turco até 1878, quando foi anexada ao Império austro-húngaro. A ocupação foi muito criticada pelos nacionalistas eslavos e russos, mas especialmente pelos sérvios, que iniciaram uma campanha hostil contra o Império austro-húngaro.


O assassinato de Francisco Ferdinando

Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, e sua esposa foram assassinados por um estudante bósnio em Sarajevo. A Áustria acusou a Sérvia de cumplicidade e declarou guerra. Presos por diversas alianças, os outros países europeus viram-se implicados no conflito. Diante do compromisso da Rússia com a Sérvia, os alemães — inimigos dos russos — apoiaram o Império austro-húngaro. A intervenção alemã levou a Rússia a pedir o auxílio da França, sua aliada. Esta, por sua vez, recorreu à Inglaterra. O atentado de Sarajevo foi o estopim da Primeira Guerra Mundial.

 


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