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Revolução Chinesa

Cobiçada por suas riquezas naturais, pela grande população e pelo potencial de matérias-primas, a China acabou subjugada pelas potências capitalistas no século XIX com guerras e tratados desiguais. Após a Guerra do Ópio e a assinatura do Tratado de Nanquim, Hong Kong passou a ser controlada pelos britânicos em 1842. A cidade representava um ponto fundamental de ligação entre a Europa e a China.

Disputas pelo poder

Essa dominação gerou um sentimento nacionalista e anti-imperialista que desencadeou guerras civis e disputas pelo poder. O nascimento do Partido Nacionalista (Kuomintang) no início do século XX, sob a liderança de Sun Yat-sen, possibilitou a queda da monarquia e a proclamação da República em 1912 – era o fim do Império Celestial. O início do novo regime foi marcado por mais disputas, configurando uma verdadeira "anarquia interna". As divergências e rivalidades políticas fracionaram a administração do país. O frágil cenário republicano, aliado à invasão japonesa durante a Primeira Guerra Mundial, mergulhou a China numa longa guerra civil. A partir de 1925, a chefia do Kuomintang passou para as mãos do comandante militar das tropas nacionalistas, Chiang Kai-shek.

Para lembrar:

Fundado em 1921 por Mao Tsé-tung, Chu En-lai e Lin Piao, o Partido Comunista Chinês tinha como prioridade combater os poderes locais (antigas lideranças provinciais) e adotou como estratégia a aliança com os nacionalistas.


A Primeira Guerra Civil (1927-37)

O rompimento da aliança entre comunistas e nacionalistas decorreu, entre outros fatores, do apoio financeiro da burguesia aos nacionalistas. Chiang Kai-shek passou a massacrar os comunistas em Xangai (1927), obrigando Mao Tsé-tung e seus aliados a se refugiarem em Kiangsi e Fukien, onde formaram grupos guerrilheiros, desapropriando latifúndios e organizando as ligas camponesas.

A Longa Marcha (1934-35)

Contando com apoio inglês e norte-americano, as tropas de Chiang Kai-shek tornavam-se mais ameaçadoras. Os comunistas foram forçados a partir em direção ao norte, onde, após percorrerem dez mil quilômetros – episódio conhecido como A Longa Marcha –, fundaram a República Vermelha.

Ameaça japonesa

Aproveitando-se da crise interna chinesa, o Japão invadiu a Manchúria e criou o protetorado de Manchukuô. As pressões japonesas levaram Chiang Kai-shek a assinar, em 1937, uma aliança provisória com os comunistas para formar uma frente única contra a invasão. A resistência aos japoneses, efetivamente realizada pelos comunistas, abalou o Kuomintang – fragilizado pela corrupção e pela ineficiência nos combates –, resultando no rompimento da aliança após a rendição do Japão para os Estados Unidos em 1945. O retorno dos conflitos internos gerou a Segunda Guerra Civil (1946-1949).

A Revolução Chinesa (1949)

Entre 1937 e 1945, os japoneses conquistaram parte da China, o que levou comunistas e o governo nacionalista a se unirem contra os invasores. Ao final da Segunda Guerra, com a retirada japonesa, estourou a Segunda Guerra Civil. Os comunistas venceram os nacionalistas e, em 1949, instituíram a República Popular da China, sob o comando de Mao Tsé-Tung – o "grande timoneiro". A revolução popular liderada por Mao criou um modelo socialista independente, tendo os camponeses como base. Derrotados, Chiang Kai-shek e seus companheiros fugiram para a ilha de Formosa (Taiwan), onde instauraram a República Nacionalista da China, com apoio dos Estados Unidos. Essa divisão persiste até os dias atuais.


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