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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A China maoista

Nos primeiros anos da República Popular (1949-1953), a China possuía um regime misto. Pequeno comércio, manutenção de algumas propriedades privadas rurais, permissão do "lucro justo" e de alguns setores privados industriais representaram a manutenção de determinadas formas capitalistas. Paralelamente, ocorria a socialização progressiva dos meios de produção com a nacionalização de bancos e de empresas. Na política externa, a China socialista desviou recursos humanos e materiais para os norte-coreanos durante a Guerra da Coreia (1950-1953).

Primeiro plano quinquenal (1953-58)

O primeiro plano quinquenal organizou a economia chinesa dando prioridade ao campo, com uma reforma agrária radical e a formação de cooperativas camponesas. Mao Tsé-tung acreditava que as bases para a industrialização deveriam partir do campo, adotando um caminho próprio e inverso do soviético. Abolição dos privilégios feudais e o estabelecimento da educação obrigatória para todos completaram as metas do primeiro plano.

Segundo plano quinquenal (1958-62)

A partir da década de 50, a China revolucionária começou a seguir um caminho próprio, reforçando a justificativa da "origem camponesa" da revolução. Também conhecido como "Grande Salto para a Frente", o segundo plano quinquenal tinha como meta principal estruturar as bases para o estabelecimento de um amplo e diversificado parque industrial, "queimando etapas". O plano suprimiu os últimos vestígios da propriedade individual, quando as Comunas Populares substituíram as cooperativas agrícolas.

O fracasso do segundo plano

O projeto de uma rápida e ampla industrialização entrou em colapso a partir de 1960, causado por graves secas e inundações, que trouxeram colheitas ruins e a consequente redução de alimentos e matérias-primas. Outros motivos do colapso do projeto chinês foram a inexperiência técnica, a insuficiência de transporte ferroviário, o deslocamento da mão de obra do campo para a indústria e retirada de técnicos soviéticos após o rompimento de relações entre China e União Soviética. A consequência política do fracasso do segundo plano quinquenal foi o afastamento de Mao Tsé-tung da condução dos assuntos internos.

Revolução Cultural (1966)

Os fracos resultados do Grande Salto para a Frente e a luta interna pelo poder no Partido Comunista Chinês (PCCh) fizeram Mao Tsé-tung adotar medidas radicais, visando garantir a consolidação do socialismo e o reforço da origem camponesa da revolução. A Revolução Cultural ficou marcada por expurgos, "depuração" do partido dos "revisionistas" e intensa mobilização da massa popular, em particular dos jovens, em torno do culto à personalidade de Mao (maoismo) e da rigidez ideológica, orientada pelo Livro Vermelho.


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