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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Início da abertura da China ao Ocidente

Em 1976, com a morte de Mao Tsé-tung, iniciou-se a abertura econômica da China. Sob governo de Deng Xiaoping, começou o processo de desmaoização e um amplo programa reformista. Tais reformas encaminharam o país para um maior avanço agrícola, industrial, militar e tecnológico, buscando a ampliação da eficiência sem abandonar o socialismo, subordinando os aspectos político-ideológicos ao desenvolvimento econômico. Apesar da forte participação do Estado, os chineses puderam desenvolver a produção rural familiar e abrir negócios, inseridos numa economia de mercado. Foram estabelecidos acordos de cooperação comercial com a Comunidade Econômica Europeia (CEE), ampliando as relações com países capitalistas. Os resultados econômicos foram o aumento da exportação de cereais e algodão e da produção de aço e bens de consumo. No plano da política externa, a abertura ao Ocidente possibilitou a entrada da China na ONU e sua aproximação com os Estados Unidos.

O avanço da abertura chinesa

Na década de 80, criaram-se portos livres e zonas econômicas especiais na região litorânea. A isenção de impostos e a oferta abundante de mão de obra atraíram investimentos estrangeiros nos setores secundário e terciário. Produtos, modismos e ideias do exterior começaram a mudar a sociedade chinesa, em especial a urbana e mais jovem. Permaneceram, contudo, valores tradicionais baseados no confucionismo, como o respeito à autoridade e à disciplina. Na política externa, o destaque do período foi a reaproximação com a União Soviética de Gorbatchev, restabelecendo relações diplomáticas a partir de maio de 1989.

A Primavera de Pequim

O avanço da economia chinesa não foi acompanhado pela abertura política. Em 1989, manifestações populares, estimuladas pelos estudantes, reivindicaram a democratização do país e denunciaram a corrupção e burocratização do Partido Comunista. Estudantes, operários, funcionários públicos, intelectuais e até soldados ocuparam a Praça da Paz Celestial (Tiananmen) em Pequim. A lei marcial foi decretada, o Exército mobilizado e, após semanas de resistência, terminou a Primavera de Pequim. Uma violenta repressão se seguiu, com um número incerto de mortes, fugas, prisões e execuções.

A abertura nos anos 90

Nos anos 90, a abertura continuou, apesar da morte de seu grande defensor, Deng Xiaoping, em 1997. Deng Xiaoping também fora o negociador das bases da reintegração de Hong Kong (1997) e Macau (1999). Seu objetivo era sintetizado na frase: "um só país, dois sistemas" – uma única China, em grande parte socialista, mas com dois enclaves capitalistas e democráticos.


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