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A Revolução Cubana (1959)

Cuba antes da revolução

Do domínio espanhol à tutela norte-americana, Cuba foi disputada desde o século XV. Como colônia espanhola, passou de importante porto à área produtora de açúcar e tabaco. Por meio da ação armada, a independência da ilha foi conquistada (1895-1898) com ajuda dos Estados Unidos, interessados na localização geográfica privilegiada e nas condições de exploração econômica. O direito de intervenção garantido pela Emenda Platt e a instalação de uma base militar em Guantánamo formalizaram a tutela norte-americana sobre Cuba. Governos autoritários, corruptos e comprometidos com os Estados Unidso forneceram o meio ideal para a insatisfação nacional e ações radicais no século XX.

A Revolução

Fidel Castro, na década de 1950.
Fidel Castro liderou a luta dos cubanos contra a ditadura de Fulgêncio Batista. Depois do fracassado ataque contra o quartel de Moncada, em 1953, Fidel exilou-se no México, onde criou o Movimento 26 de Julho, cujo objetivo era a revolução nacionalista. Em novembro de 1956, Fidel e um grupo de guerrilheiros desembarcaram na ilha estabeleceram sua base em Sierra Maestra. O apoio camponês foi decisivo para a revolução, conquistada por meio da propaganda, além da proposta de reforma agrária. Entre os guerrilheiros estavam Raúl Castro, irmão de Fidel, e Ernesto "Che" Guevara, médico, revolucionário e líder político. Em apenas dois anos conseguiram derrotar o exército do governo, provocar a fuga de Batista e tomar o poder. Os revolucionários colocaram Manuel Urrutia na presidência, mas, a partir de 1959, a unidade entre os líderes revolucionários foi abalada. Urrutia foi deposto e Fidel Castro assumiu o poder.

Ernesto "Che" Guevara

O argentino Ernesto "Che" Guevara chegou a ser ministro da Indústria de Cuba, mas defendia a ideia de estender a Revolução Cubana – revolução anti-imperialista – para todo o continente latino-americano. Em 1965, deixou Cuba para organizar guerrilhas na América Latina, defendendo que o guerrilheiro era a vanguarda armada do povo na luta contra a opressão. Encontrava-se na Bolívia, quando foi morto em 8 de outubro de 1967. Deixou suas ideias nas obras A Guerra de Guerrilhas (1960) e O Socialismo e o Homem em Cuba (1965).

A implantação do socialismo

No início, a Revolução Cubana não apresentava uma ideologia clara. No entanto, depois de chegar ao poder, Fidel Castro passou a modificar a estrutura social do país. O novo governo demonstrou seus compromissos com a igualdade e justiça social, propondo a nacionalização dos setores básicos e de empresas estrangeiras, diversificação econômica, o fim do analfabetismo, investimentos na saúde e educação, reforma urbana, proscrição das grandes propriedades improdutivas e sua redistribuição como pequenas áreas e cooperativas controladas pelo Estado. No plano externo, houve o restabelecimento das relações com a União Soviética e demais países do bloco socialista. Aos poucos, Cuba construía o primeiro modelo socialista da América.


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