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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

As relações tensas com os EUA e a radicalização política

A reação norte-americana contra as medidas do governo de Fidel Castro foi imediata: suspensão das importações de açúcar, fim das relações diplomáticas, suporte para a invasão da baía dos Porcos, embargo comercial e pressão para a expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA). Isolada política e economicamente, Cuba aproximou-se da União Soviética, que passou a garantir ajuda financeira, técnica e militar. Em retribuição, o governo soviético obteve a permissão de instalar mísseis na ilha, gerando uma das maiores crises da Guerra Fria durante os anos 60, a crise dos mísseis.

Invasão da baía dos Porcos

A invasão da baía dos Porcos, em 1961, foi uma tentativa frustrada de invasão, realizada por exilados cubanos, treinados e equipados pela CIA (Agência Central de Inteligência) em Miami, para derrubar o novo regime.

Crise dos mísseis

Em 1962, os Estados Unidos descobriram que mísseis soviéticos estavam sendo instalados em Cuba. Tal fato gerou uma grave tensão entre Moscou e Washington, mas o risco de confronto armado e a consciência de suas consequências desastrosas levaram os líderes das duas potências ao entendimento. A União Soviética aceitou retirar os mísseis e os Estados Unidos tiveram de aceitar a perda do monopólio político-ideológico na América.

Aprofundamento revolucionário

Superada a crise dos mísseis, o regime cubano foi lentamente se fechando com o aprofundamento revolucionário, realizando expurgos no Partido Comunista, nova reforma agrária e estímulo à mecanização agrícola e à industrialização. Na política externa, com o objetivo inicial de criar "novos Vietnãs", Cuba colaborou com a luta pela libertação de Angola e da Etiópia. A Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS) foi criada em 1967 para auxiliar os movimentos revolucionários, como a Revolução Sandinista e as lutas populares em El Salvador e na Guatemala.


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