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A Era Dwight Eisenhower (1953-1961)

Dwight Eisenhower, republicano, general e comandante das forças da OTAN na Europa, foi eleito presidente dos Estados Unidos no apogeu da Guerra Fria clássica. Contando com o apoio da maioria no Senado e da Câmara dos Deputados, passou a privilegiar a política de benefícios sociais, em especial a educação. Na economia, suspendeu a política do Fair Deal do período Truman. Conseguiu acabar com o macartismo e garantiu grande avanço econômico no país, apesar da elevação das taxas inflacionárias. O maior desafio político, após sua reeleição em 1956, foi a questão racial.

A questão racial

A abolição da escravatura nos Estados Unidos ocorreu durante a Guerra Civil (ou Guerra de Secessão, 1861-1865) e levou alguns segmentos sociais, em particular no Sul, a adotar medidas radicais como a aprovação de leis segregacionistas ou Leis Jim Crow, que vigoraram por vários anos. No final dos anos 40, Truman ordenou o fim gradativo da segregação nas Forças Armadas, permitindo que os negros lutassem na Guerra da Coreia. Os direitos civis, no entanto, não foram ampliados, mantendo grande insatisfação dentro da comunidade negra norte-americana. Em 1955, boicotes aos transportes coletivos em Montgomery (Alabama) marcaram o início do movimento anti-segregacionista no país. Face ao aumento da tensão entre negros e brancos, em 1954, a Suprema Corte sancionou leis que pretendiam iniciar a integração racial, em especial nas escolas públicas. O resultado foi o acirramento das tensões, forçando Eisenhower a enviar ao Congresso, em 1957, um projeto para garantir aos negros o direito de voto. O projeto foi recusado, mas o presidente conseguiu uma medida conciliatória, com a criação da Comissão dos Direitos Civis, que não conseguiu resolver a questão.

Política externa

A Era Eisenhower oscilou entre o enfrentamento típico da Guerra Fria – pactos militares com países do bloco capitalista (Anzus, Otase ou Seato, Cento) complementares à Otan, numa política agressiva contra a União Soviética – e o entendimento da Coexistência Pacífica, possibilitando um degelo nas relações externas e originando os primeiros acordos do pós-guerra.


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