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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

O governo John Fitzgerald Kennedy (1961-1963)

O democrata e católico presidente Kennedy orientou sua política externa para deter ainda mais o avanço soviético, ampliando o potencial bélico-militar americano e fortalecendo as alianças com seus principais aliados – a Nova Fronteira. Dentro dessa política, altos recursos econômicos, militares e técnicos foram liberados para os países em desenvolvimento. Um exemplo foi a Aliança para o Progresso, iniciada em 1961, que se caracterizou pela liberação de elevados empréstimos e investimentos para os países latino-americanos, de modo a garantir a supremacia dos Estados Unidos no continente americano. O aumento do envolvimento norte-americano na Guerra do Vietnã (envio de dez mil soldados para apoiar o Vietnã do Sul) e as crises cubanas (o desembarque na baía dos Porcos e a crise dos Mísseis) determinaram um acirramento nas relações entre as duas superpotências no palco da Guerra Fria.

Cuba versus Estados Unidos

Com o fim da ditadura de Fulgêncio Batista, em 1959, teve início uma nova linha de governo em Cuba. O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, passou a modificar a estrutura econômica e social do país, incomodando os interesses da Casa Branca e dos investidores norte-americanos. Reforma agrária, nacionalização dos bancos e das principais indústrias do país e o estabelecimento dos "tribunais revolucionários" geraram a reação dos Estados Unidos, que interpretaram a nova política cubana como de esquerda. O endurecimento tomou o lugar do diálogo, num clima de tensão que culminou com o rompimento das relações diplomáticas entre os dois países em 1961.

Desembarque na baía dos Porcos

O desembarque na baía dos Porcos foi uma tentativa frustrada de invasão organizada pela CIA, a partir da Flórida, com a participação de cubanos exilados e treinados em Miami. Seu principal resultado foi o fortalecimento da aproximação entre Cuba e União Soviética.

Crise dos mísseis

Em 1962, os Estados Unidos descobriram que mísseis soviéticos estavam sendo instalados em Cuba. Isso gerou uma grave tensão entre Moscou e Washington, mas o risco de confronto armado e a consciência de suas consequências fatais levaram os líderes das duas potências ao entendimento. A União Soviética aceitou retirar seus mísseis e os Estados Unidos tiveram que aceitar a perda do monopólio político-ideológico na América.

Política interna

O principal destaque da política interna do governo Kennedy foi o apoio ao Movimento pelos Direitos Civis dos Negros. A luta contra o segregacionismo empreitada pelo presidente norte-americano pôde ser ilustrada em seu firme propósito de fazer cumprir a decisão da Suprema Corte sobre a integração racial nas escolas. Apresentada por Kennedy, em 1963, a Lei dos Direitos Civis foi decisiva para apressar a integração social da população negra, ao determinar igualdade de exigências para votar e de oportunidades para obter emprego e o fim da discriminação racial em lugares públicos – como transportes coletivos e restaurantes – e nos salários. O projeto foi aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Lyndon Johnson, em 19 de junho de 1964. Kennedy não pode sancionar a lei pois não completou seu mandato: foi assassinado em Dallas (Texas), em 22 de novembro de 1963.


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