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  Era Contemporânea   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Era Ronald Reagan (1980-1989)

O governo Reagan, em seu início, adotou medidas que restabeleceram um clima de tensão com a União Soviética, denominado por alguns analistas de "nova Guerra Fria". Entre essas medidas, estão o decreto de sanções econômicas à União Soviética – em represália à invasão soviética no Afeganistão – e o retorno de uma forte corrida armamentista (instalação de mísseis na Europa – euromísseis). O apogeu dessa nova corrida bélica foi alcançado com o Programa Guerra nas Estrelas, que dificultou ainda mais as relações entre as superpotências. A tensão entre Estados Unidos e União Soviética durante o primeiro mandato de Reagan foi substituída, no segundo, pelo retorno da distensão. Pressões europeias e a nova política soviética, adotada por Mikhail Gorbatchev, explicaram as mudanças na Casa Branca. Nesse sentido, em 1987, acordos e tratados sobre desarmamento nuclear foram efetivados entre os dois líderes – Acordo de Princípios de Negociação de Desarmamento e Tratado para Eliminação de Armas de Médio e Curto Alcance. O mundo passou a respirar mais aliviado quando assistiu, pela televisão, à visita de Reagan a Moscou, e de Gorbatchev aos Estados Unidos, em 1988.

Política externa

Para manter os Estados Unidos como líder do bloco capitalista, Reagan adotou uma agressiva política externa, que pretendia defender os interesses econômicos norte-americanos e seus acordos políticos. Dentro dessa linha, ocorreram vários conflitos com o governo do presidente líbio Muamar Kadafi, acusado por diversos países de patrocinar o terrorismo internacional, e o Escândalo Irã-Contras. Em 1986, a imprensa mundial denunciou a venda de armas norte-americanas ao Irã, em troca da libertação de reféns presos pelos xiitas. E o dinheiro era desviado para ajudar os "contras", grupo de direita que lutava para derrubar o governo sandinista de Daniel Ortega, na Nicarágua.

Política interna

O principal destaque da política interna do governo Reagan foi o processo de desmontagem do Estado de bem-estar social. Cortes nos gastos públicos (serviços previdenciários), redução dos impostos e liberação das importações marcaram a nova política. Isso provocou maior concentração da renda, aumento do desemprego e grandes perdas sociais. Os Estados Unidos passaram a orientar sua política econômica segundo os princípios neoliberais.


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