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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A arma da propaganda

O nazismo transformou-se praticamente em uma religião na Alemanha com a ajuda da propaganda. No comando da ofensiva, o fiel companheiro de Hitler, Paul Joseph Goebbels (1897-1945), ministro da Cultura e Propaganda.
 
Os meios de comunicação
 
Além do teatro, dos livros e das revistas, Goebbels explorou ao máximo o poder do rádio e do cinema como instrumentos de difusão em massa da ideologia nazista. Uma das frases atribuídas a ele era a de que "uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade". Ele se referia justamente à propaganda política em geral. Para os nazistas, a frase era realmente verdadeira, pois, com a liberdade de expressão proibida, não havia no país quem pudesse contestar as ideias e as notícias veiculadas por eles.
 
Desfiles e símbolos
 
Cartaz de propaganda, Vitória Nazista.
As grandiosas manifestações públicas, como os desfiles militares que criavam uma ideia de força, unidade e ordem, também tiveram um papel importante. Exaltavam o pretenso heroísmo alemão e a superioridade ariana (do povo germânico). Os nazistas misturaram símbolos tradicionais da cultura alemã, como a música grandiosa de Richard Wagner e compositores menores (como o compositor de marchas militares Horst Wessel), a elementos místicos – a suástica (símbolo hindu milenar que representa boa sorte) e estandartes com o emblema da águia (símbolo antiquíssimo de poder e visão).
 
O culto ao líder
 
O culto a Hitler: "Um Povo, um Império, um Líder.
A propaganda criou um culto em torno de Hitler. O Führer era mostrado como um deus infalível. Era saudado com o braço direito levantado a 45 graus, a mão espalmada com os dedos unidos e a expressão "Heil, Hitler!" ("Salve, Hitler!"), saudação parecida com a dada ao césares da Roma antiga. E as pessoas comuns se cumprimentavam da mesma forma.

Morte inglória

Joseph Goebbels morreu depois de Adolf Hitler, em 1 ou 2 de abril de 1945. Ao chegar ao bunker (abrigo fortificado) de Hitler, os soldados e jornalistas soviéticos encontraram um corpo que tinha acabado de ser incinerado. Concluíram que era o de Goebbels, não só pelo que restou das feições como pela gravata amarela do Partido Nazista e o broche em forma de suástica. Goebbels deu cianureto a suas cinco filhas e à mulher e depois se suicidou. A cremação de seu corpo teria servido para não deixar sinais de sua morte.


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