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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

A formação do feudalismo

As origens do sistema feudal remontam à crise do escravismo romano, iniciada no século III, que abalou seriamente a economia e fez surgir o colonato. A plebe foi abandonando as cidades em busca de trabalho e proteção no campo, colocando-se sob dependência dos proprietários rurais. A fixação dos camponeses à terra fortaleceu a ruralização e a autossuficiência das vilas (latifúndios). As invasões germânicas contribuíram para o êxodo urbano. Vivendo da exploração das terras, os germanos tomaram propriedades ou tornaram-se camponeses como os colonos, regulando suas vidas com base nos costumes. A formação dos reinos romano-germânicos manteve a dependência entre as pessoas: senhores e camponeses, por meio de obrigações, reis e senhores, por meio do Comitatus e da doação de terras e cargos. No início do século IX, disputas pelo poder no Império Carolíngio levaram à descentralização do poder real, já enfraquecido pelas doações de feudos.

O enfraquecimento do Império Carolíngio

Os ataques de muçulmanos, vikings e magiares (húngaros) debilitaram o império, completando o processo de feudalização da Europa ocidental. O comércio declinou, cidades ficaram despovoadas e a insegurança e o isolamento das regiões aumentaram. Como os reis não possuíam condições de defendê-las, senhores assumiram essa tarefa. Os senhores formaram exércitos particulares e construíram castelos, em torno dos quais se desenvolveu a comunidade feudal. Em troca da proteção, a grande maioria da população sujeitou-se à servidão e às atividades agrícolas.


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