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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

O espaço agrícola

A posse da terra e seu cultivo eram a base da vida, da riqueza e da organização social. A Europa, na época, era repleta de bosques, o que não permitia cultivar a terra. Assim,
foram cortadas milhares de árvores e grandes extensões de bosques foram queimadas. Dessa forma, as cinzas dessas queimadas serviram de adubo para a agricultura. O cultivo de terras mudou a paisagem da Europa, que ficou coberta de campos de cereais de diversos tipos.

O feudo ou senhorio rural

Era o conjunto de terras de propriedade de um senhor feudal, ou seja, um nobre que governava os camponeses que viviam nessas terras e comandava o cultivo. As plantações eram cultivadas pelos camponeses. Os senhores feudais moravam em castelos fortificados e tratavam de proteger suas terras contra possíveis ataques inimigos.

As obrigações e os impostos

Os camponeses, principalmente servos, tinham de pagar várias obrigações e impostos aos senhores. Destacavam-se: a corveia, trabalho compulsório e gratuito na reserva senhorial durante alguns dias da semana; a talha, entrega de parte da colheita e de quantidades preestabelecidas de animais e outros produtos; as banalidades, taxas pelo uso das instalações do feudo (moinho, forno etc.); impostos sobre a circulação de mercadorias, a requisição de alojamento, taxas judiciárias e encargos militares. Se as colheitas aumentavam, o excedente gerava mais riquezas para o senhor.

O poder do nobre

Tinha a posse da terra, ou seja, o poder, pois a terra era o elemento principal da riqueza. O nobre controlava os camponeses e também a vida de seus vassalos, que lhe deviam lealdade e ajuda militar. Podia ainda exercer as funções de juiz.

O feudo ou benefício

Concessão de um bem ou direito, a título precário, em troca de serviços e obrigações vassálicas. O principal bem era a propriedade rural. Os camponeses trabalhavam nas terras em benefício do nobre; em troca, este os protegia contra possíveis invasões.


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