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Monarquia Nacional

Características das Monarquias Nacionais

Os monarcas organizaram exércitos profissionais para enfrentar os senhores e uma burocracia para administrar os novos Estados. Foram definindo as fronteiras de seus reinos e estabelecendo uma legislação e uma justiça nacionais. Além disso, promoveram a unificação do mercado nacional, estabelecendo moeda e impostos nacionais e um sistema único de pesos e medidas.

As Monarquias Nacionais na península Ibérica

Os reis Fernando e Isabela, em Castela.
A centralização do poder real dependeu da Guerra de Reconquista dos territórios ibéricos ocupados pelos muçulmanos no século VIII. Partindo do reino de Astúrias, os cristãos foram formando vários reinos: Navarra, Castela, Aragão e Leão. Afonso Henriques libertou o Condado Portucalense do reino de Leão, dando origem ao reino de Portugal, no século XII. No final do século XIV, Portugal confirmou sua independência em relação a Castela com a Revolução de Avis (1383-1385), quando D. João recebeu o apoio da burguesia. A união dos demais reinos cristãos gerou a Espanha, em 1469, após o casamento entre Fernando de Aragão e Isabel de Castela — os Reis Católicos. A Reconquista concluiu-se em 1492, com a expulsão dos muçulmanos de Granada.

A monarquia francesa

Na França, a formação do Estado Nacional dependeu do apoio da burguesia aos reis que, recorrendo à diplomacia e à guerra, ampliaram os domínios da Coroa e centralizaram progressivamente o poder. O processo iniciou-se sob a dinastia Capetíngia (987-1328) e completou-se com a Valois (1328-1589), que reorganizou o governo e recuperou territórios dos ingleses ao vencer a Guerra dos Cem Anos (1337-1453).

A Guerra dos Cem Anos (1337-1453)

Problemas na sucessão do trono francês e a disputa pela Flandres (rica região produtora de tecidos) provocaram o longo conflito. Com a morte do rei da França, Filipe IV, não havia herdeiros do sexo masculino e o rei da Inglaterra Eduardo III (neto de Filipe IV, por parte de mãe) pretendeu o trono. Os franceses apoiaram Filipe VI de Valois (sobrinho do rei) e Eduardo III invadiu a França para valer seu direito. Apesar das vitórias iniciais dos ingleses, coube aos franceses a vitória final. Destaca-se na guerra o papel da camponesa francesa Joana D’Arc, que acirrou o nacionalismo francês. Acusada de bruxaria, foi condenada à morte pelo Tribunal da Inquisição, em 1431.

A monarquia inglesa

Na Inglaterra, a realeza conseguiu manter a nobreza feudal submetida e estabeleceu um poder forte. No entanto, em 1215, os senhores impuseram a Magna Carta ao rei, limitando suas atribuições ao subordiná-lo ao Grande Conselho (Parlamento), formado por nobres e depois também por burgueses. A centralização monárquica completou-se no final da Guerra das Duas Rosas (1455-1485), com a ascensão da dinastia Tudor.


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