 | | | A difusão da peste negra. Clique na imagem para ampliar. |
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A epidemia se espalhou ao longo das vias comerciais europeias, primeiro pelo sul e pelo oeste, depois pelo norte e pelo leste. No ano de 1348, a peste entra na Europa ocidental pela Sicília, passando então para a península italiana. Com uma velocidade vertiginosa, propaga-se nesse mesmo ano pelo sul da França e pela região de Catalunha-Aragão; entra então na Inglaterra pelo pequeno porto de Dorset. Em 1349, espalha-se pelo reino da França e por toda a Península Ibérica, atingindo também Flandres, Renânia, Escandinávia e as costas do Mar Báltico. A necessidade de fugir
O pânico tomou conta da população. A peste durava entre seis e sete meses em cada cidade. O medo era tão grande que as pessoas abandonavam os doentes. Muitas vezes, os habitantes tinham de ser obrigados, mediante recrutamento forçado, a enterrar os mortos.
A reflexão na arte
A inquietude espiritual da época é refletida na arte. A pintura é mais realista e devota. Jesus é representado como um homem ferido, padecendo de dores. Maria, não aparece como rainha dos céus, mas como a mãe que sofre e que sente. Depois de cada recrudescimento da peste, celebravam-se missas e procissões.
Os sacrifícios
A peste negra era considerada um castigo divino. Aparece o movimento dos Flagelantes, que pregavam a penitência e a flagelação do corpo. Esses hereges foram condenados pelo papa Clemente I, pois suas pregações sobre a ira divina e o fim do mundo desencadeavam a histeria coletiva.
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