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Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

O crescimento populacional e econômico

A partir do século XI, o fim das invasões e a redução das guerras permitiram o crescimento da população, gerando mais consumidores e mão de obra. O aumento da produção agrícola, graças ao aperfeiçoamento técnico e à ampliação das áreas de cultivo, permitiu a existência de excedentes para o comércio e matérias-primas para o artesanato. Camponeses começaram a abandonar os feudos em direção às cidades, onde novas atividades eram desenvolvidas.

A expansão urbana

Cidade de Bruges, Bélgica. Clique na imagem para ampliar.
Durante os séculos XI, XII e XIII, a população europeia teve um aumento considerável. Isso provocou um incremento na produção agrícola e o desenvolvimento das atividades artesanais e mercantis. As cidades antigas absorveram grande número de pessoas; surgiram também outras, chamadas "vilas novas". As cidades tiveram várias origens, mas cresceram em função do comércio. O aumento da população rural e urbana transformou a cidade num centro de distribuição dos produtos agrícolas, de tráfego comercial, tanto regional como internacional, e de produção de manufaturas. A maioria das cidades triplicou ou quintuplicou sua população ao longo dessa época, mas as condições de higiene continuaram precárias.

O espaço urbano

Um conjunto de ruas estreitas e algumas praças formavam o interior das cidades, que eram cercadas por muralhas. As muralhas antigas se ampliaram para poder abrigar a nova população, em geral, formada de artesãos que haviam se instalado nas proximidades. Assim, as cidades medievais iam se constituindo por conjuntos de bairros. As casas eram apinhadas, pois no interior das muralhas dispunha-se de pouco espaço. Fora, estendiam-se as hortas, os campos e os caminhos. Os mercados se realizavam na esplanada externa, ou então na praça maior no interior da parte murada.

As casas

As casas eram feitas de pedra e madeira. Em geral, eram escuras, pois tinham poucas janelas, a fim de proteger os moradores contra o frio e o calor. No andar térreo das casas que ficavam nas ruas principais, abriam-se pequenas lojas e oficinas, onde trabalhavam os artesãos em seus ofícios. A vida desenvolvia-se num só aposento da casa.

Para lembrar:

As pessoas que habitavam as cidades eram de tipos muito diversos. Havia nobres, eclesiásticos, comerciantes, artesãos, agricultores. Ricos e pobres conviviam pacificamente. No início, os habitantes das cidades eram chamados de burgueses, mas com o passar do tempo, o nome passou a designar apenas os ricos. Entre os grupos minoritários, destacavam-se os judeus, que viviam em bairros separados e se dedicavam ao artesanato, ao comércio e a atividades financeiras e empréstimos.

O nome das ruas

Os artesãos se agrupavam por ofício em determinadas ruas. A atividade que realizavam
servia de nome para elas, como rua dos ferreiros, ladeira dos sapateiros. Outros nomes
dados às ruas se referiam aos nobres, eclesiásticos, mercadores ou personagens
populares que ali residiam.


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